O projeto “Identidades: Memórias de uma Estrada de Ferro” chega a oito cidades do Espírito Santo e vai mapear manifestações culturais
Por Thamiris Guidoni
A Estrada de Ferro Vitória a Minas vai muito além dos trilhos: ela conecta pessoas, comunidades e histórias. Pensando nisso, o projeto “Identidades: Memórias de uma Estrada de Ferro” vai percorrer oito cidades da linha férrea no Espírito Santo em 2025: Cariacica, Serra, Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Colatina, Mascarenhas e Baixo Guandu.
Ao final do mapeamento, o projeto — apoiado pela Vale — produzirá um livro e uma publicação digital com histórias, imagens e manifestações culturais das comunidades ao longo da ferrovia, além de uma mostra cultural gratuita com comidas típicas, feira de artesanato, apresentações artísticas e rodas de conversa.
Todo o percurso será contado por meio de fotos, vídeos e histórias nas redes sociais, valorizando as manifestações culturais e quem faz parte delas. Porque memória boa é memória compartilhada.
O objetivo do Identidades é pesquisar, registrar, divulgar e valorizar as expressões culturais dessas comunidades — das feiras de artesanato às receitas de família, das danças tradicionais aos sons da música local.
A iniciativa propõe a criação de um inventário cultural e afetivo, priorizando manifestações como o artesanato, a gastronomia, a música e as artes cênicas — teatro, dança, circo, entre outras. Além disso, pretende ouvir e registrar histórias de pessoas com trajetórias marcadas pela ferrovia: ex-ferroviários, famílias, líderes comunitários, artistas locais e todos que, de alguma forma, têm sua vida entrelaçada à Estrada de Ferro.
“Acreditamos que cada pessoa tem uma história que merece ser contada. Ao registrar essas memórias, estamos valorizando o que há de mais vivo e verdadeiro nas comunidades: a cultura, os afetos e o jeito de ser e fazer. O projeto é isso: ouvir, valorizar e compartilhar as memórias que moldaram e continuam a moldar a identidade de cada comunidade conectada pela ferrovia”, conta Diego Ribeiro, coordenador do projeto.
Memórias que podem ser conhecidas

Com o lema “Onde tem gente, tem memória”, o projeto se volta às pessoas e àquilo que mantém viva a identidade dos lugares.
Mais do que preservar o que já existe, o projeto quer fortalecer a autoestima das comunidades e gerar oportunidades de renda e visibilidade para quem faz cultura no dia a dia ao longo da ferrovia.
E tem mais: qualquer pessoa pode participar! Se você tem uma memória ligada à Estrada de Ferro Vitória a Minas — uma lembrança, uma fotografia antiga ou um parente que trabalhou nos trilhos — essa é a hora de compartilhar.
Para contar a sua história, é só entrar em contato pelo WhatsApp: (27) 99818-1414 ou através das redes sociais: @projeto_identidades.
“Identidades: Memórias de uma Estrada de Ferro” é uma celebração das culturas locais, um presente para as comunidades e uma ponte entre passado, presente e futuro.


