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Curva da Jurema: obras de alargamento da faixa de areia sem previsão de início

Praia da Guarderia e a do Canto também receberão as intervenções que estavam previstas para março deste ano

Por Kebim Tamanini

As obras de engordamento das faixas de areia da Curva da Jurema, Guarderia e do Canto, anunciadas em outubro de 2023 pelos gestores municipais, ainda não foram iniciadas. A previsão inicial era começar as intervenções na região no final de março ou, no mais tardar, nas primeiras semanas de abril. O período escolhido inicialmente para realizar as obras foi durante a baixa temporada.

A ES BRASIL procurou a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Projetos e Obras de Vitória, responsável pelas intervenções anunciadas no ano passado, para saber o motivo do atraso no início das obras de engordamento, que se mostram necessárias na região e têm criado desnivelamentos na faixa de areia ao longo do tempo.

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Por meio de nota, a pasta informou apenas que a licitação para o engordamento da Curva da Jurema está em andamento, “na fase de recursos administrativos por parte das licitantes”, disse. Contudo, não foram informados novos prazos para o início das obras.

Veja no vídeo abaixo o projeto de engordamento da faixa de areia.

Na época do anúncio, o secretário Gustavo Perin afirmou que quando as obras fossem iniciadas, haveria um período de 30 a 40 dias em que as praias estariam impróprias para uso, com o prazo de conclusão estimado em 60 dias, previsto para o final deste mês de maio.

No mesmo período, Perin explicou o motivo de realizar o engordamento da faixa de areia nessas áreas. “A característica das praias artificiais é diferente das praias naturais, pois mantêm um equilíbrio natural de sedimentos trazidos pelas marés, vento e ondas, o que contribui para a sua manutenção. No caso das praias artificiais, como estas, o balanço de sedimentos é negativo, o que significa que a praia diminui ao longo do tempo. Para exemplificar, desde a década de 70, houve uma perda de cerca de 80 metros de areia ao longo da linha da costa, devido ao balanço negativo das marés, vento e ondas”, esclareceu em outubro do ano passado.

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Caso a obra seja executada, a previsão é que a necessidade de futuros engordamentos seja reduzida, com um intervalo previsto de 10 a 15 anos entre as operações.

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