Curta sobre desastre ambiental em Mariana (MG) é premiado

Trecho do Rio Doce atingido por lama tóxica. Foto: Leonardo Merçon/Instituto Últimosb

Filme foi o vencedor na categoria ODS em realidade virtual/360 graus do festival promovido pela ONU

O documentário Rio de Lama, do cineasta brasileiro Tadeu Jungle, foi o vencedor do Festival de Filmes ODSs em Ação. O curta-metragem concorreu na categoria de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em realidade virtual/360 graus.

O prêmio, anunciado no dia 2 de julho, durante o Fórum Politico de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU), será entregue nesta quinta-feira (11), em Nova York, Estados Unidos.

Segundo a ONU News, agência oficial de notícias das Nações Unidas, mais de mil filmes foram inscritos no festival, com aumento de mais de 40% em relação ao número de concorrentes no ano passado.

A agência afirmou ainda que o festival oferece aos cineastas amadores e profissionais a chance de enviar os curtas em até 20 minutos.

O CURTA

O documentário de Tadeu Jungle é sobre o desastre ambiental ocorrido em Mariana em Minas Gerais, em 2015, com a destruição do distrito de Bento Rodrigues após o rompimento de uma barragem das empresas Vale e Billington, controladoras da mineradora Samarco.

Com 9 minutos de duração, o filme foi feito com realidade virtual, tecnologia que dá às pessoas a sensação de estar dentro da situação. O curta destaca também os esforços dos moradores da área devastada na busca de soluções para problemas gerados pela tragédia ambiental.

Foto: Reprodução

Em entrevista à ONU News, Jungle ressaltou a importância do prêmio para o Brasil, dizendo que vai fortalecer uma série de princípios que se está está tentando estabelecer no país.

Segundo o cineasta, Rio de Lama é um filme transformador e fala de saudade “Entrevistei os moradores no calor da situação, sem roteiro, sem script. [O filme foi] feito pela emoção”.

Jungle destacou também a importância do prêmio em termos de meio ambiente, por ‘ajudar a fortalecer a causa não só das barragens, como também do meio ambiente, e por todas as lutas que estão sendo feitas no Brasil”. Ele citou a luta pela demarcação das terras indígenas e a questão do extrativismo e da mineração ilegal na Amazônia.

“Esse filme vai nos ajudar. Vai ser noticiado, e a gente vai falar mais sobre isso, como a gente está falando aqui e agora”, acrescentou ele.

Assista ao curta-metragem abaixo:

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