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Moro defende criação de forças-tarefas contra crime organizado

Senador propõe integração policial e presídio de segurança máxima no Paraná para conter facções.

O senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL), defendeu nesta segunda-feira, 15,um modelo de combate mais efetivo às organizações criminosas no Brasil. Neste pacote, Moro sugeriu a criação de forças-tarefas voltadas ao desmantelamento destas organizações criminosas e cobrou um discurso político compatível com a gravidade do tema.

Ele, que participa nesta manhã do Veja Fórum, evento organizado pela Revista Veja, citou um episódio de 2020, quando, segundo relatou, surgiu por meio da inteligência a suspeita de um plano para resgate de Marcola no Presídio Federal de Brasília. À época ministro da Justiça e Segurança Pública, Moro afirmou que procurou o então presidente Jair Bolsonaro e obteve a decretação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no entorno dos presídios federais.

“No dia seguinte tinha um tanque na frente do Presídio Federal de Brasília”, disse, ao defender demonstrações de força para inibir ações do crime organizado.

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No plano estadual, o senador declarou que pretende transformar o Paraná no “estado mais seguro do país”, caso seja eleito governador daquele Estado, e anunciou como proposta a construção de um presídio estadual de segurança máxima, nos moldes das unidades federais, com o objetivo de neutralizar a capacidade de criminosos continuarem comandando delitos de dentro da prisão.

Ele citou a presença de organizações criminosas em áreas estratégicas, como o Porto de Paranaguá, a região da tríplice fronteira e grandes centros urbanos, e afirmou que, embora o Paraná esteja em situação melhor que Estados como Rio de Janeiro, Ceará e Bahia, a região Sul registra indicadores preocupantes de violência.

Para Moro, o desafio é nacional e passa por integração das forças policiais e criação de centros de controle e inteligência. Ele lembrou que, quando ministro, implantou o Centro Integrado de Operações de Fronteiras em Foz do Iguaçu, inspirado em um modelo norte-americano conhecido como “Fusion Center”, para compartilhamento de dados e inteligência entre órgãos de segurança.

O senador também relacionou o combate à corrupção à melhoria da gestão pública. De acordo com Moro, a corrupção gera ineficiência e reduz recursos disponíveis para áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública. Ele alertou ainda para o impacto da desonestidade dentro das próprias instituições, afirmando que a presença de autoridades corruptas – como delegados ou juízes – compromete a efetividade das ações e aumenta os riscos de captura do Estado por interesses criminosos.

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Com informações da Estadão Conteúdo – Política, Daniel Tozzi, Eduardo Laguna, Francisco Carlos de Assis e Gabriela Jucá

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