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terça-feira, 11 agosto, 2020

Crédito rural em debate pelo poder Legislativo

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Políticas públicas para o setor do agronegócio foram alvo de debate na Assembleia Legislativa 

As potencialidades e desafios da agricultura do Espírito Santo foram debatidos na audiência pública da Comissão de Agricultura realizada na Assembleia Legislativa nesta semana. Em pauta o crédito rural que, segundo os especialistas convidados, tornou-se insuficiente para suprir as necessidades do agricultor.

O engenheiro agrônomo e servidor do Incaper, Enio Bergoli, apresentou uma análise sobre a conjuntura do crédito rural no Espírito Santo no período entre 2014 e 2018, com dados do Banco Central que mostram queda de 33% na aplicação dos recursos totais no Espírito Santo. Cerca de R$ 3,4 bilhões deixaram de ser investidos no estado.

Para ele, a redução da aplicação de crédito rural do Estado ocorreu de forma dissociada da realidade nacional, que apresentou um pequeno acréscimo no período. “Os agricultores estão endividados e sem recursos próprios para recuperar suas atividades agrícolas e retomar o patamar da renda agrícola obtida em anos passados”, afirmou Bergoli, que também já exerceu o cargo de secretário estadual da Agricultura.

Descapitalização

Para o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, o tripé crédito, pesquisa e assistência técnica são os grandes responsáveis pelo desenvolvimento do agronegócio no Brasil.

Ele explicou que o modelo atual de crédito rural permite ao produtor utilizar pouco mais de 30% do crédito rural liberado, situação que promove a descapitalização, já que tem de lançar mão de recursos próprios para levar adiante a sua produção.

Segundo Lucchi, é necessário repensar o crédito rural aliado ao seguro rural, que é instrumento de gestão de risco. “Estamos ouvindo os produtores e identificando demandas. Esse diálogo vai facilitar a construção de um plano agrícola junto ao Ministério da Agricultura”, destacou.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha, e o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi (Fotografia – Divulgação)

O superintendente da CNA esclareceu que o Espírito Santo vem passando por uma crise em relação ao crédito e que é hora de aproveitar o plano agrícola para modernizar e pensar uma forma de mitigar os riscos do produtor rural. “Se não tivermos gestão de risco, não é possível discutir crédito”, ponderou.

Lucchi explicou, ainda, que o Brasil é referência em sustentabilidade. Como exemplo, na preservação de 66% da vegetação nativa brasileira, 25% estão dentro das propriedades rurais. “O produtor fez seu dever de casa. Com isso, fez o agronegócio representar 22% do PIB brasileiro, 32% da mão de obra e 42% das exportações. Quando trabalhamos com subvenção ao crédito, ninguém está pedindo esmola, estamos pedindo para favorecer um setor que gera maior custo benefício da economia brasileira e tem ganhos sociais para população”, disse ele.

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