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COP30: Um marco climático global com protagonismo capixaba

A COP30 se destaca também pela oportunidade de fortalecer o protagonismo dos estados na formulação e execução de políticas climáticas

COP30: Um marco climático global com protagonismo capixaba

Por Luiz Fernando Schettino

A 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará, representa um momento decisivo para a agenda ambiental internacional. Em um contexto de urgência climática, o evento reunirá líderes governamentais, especialistas, organizações da sociedade civil e representantes do setor privado para debater soluções concretas voltadas à mitigação dos impactos ambientais e à construção de um futuro sustentável.

A COP30 se destaca não apenas pela sua localização estratégica na Amazônia, mas também pela oportunidade de fortalecer o protagonismo dos estados brasileiros na formulação e execução de políticas climáticas. Entre os destaques da programação, o Espírito Santo apresentará um conjunto integrado de ações ambientais que o posicionam como referência subnacional em sustentabilidade, inovação e governança climática.

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Durante o Evento Especial “Restauração Florestal & Inovação: trilhas de conexão entre a ciência, as políticas públicas e a ação climática”, realizado na Green Zone da COP30, coordenado por nós e promovido pelo Consórcio Brasil Verde, está previsto que o governo capixaba lançará oficialmente o novo edital estadual de restauração florestal e ambiental. A iniciativa reforça o compromisso com a recuperação de áreas degradadas, a proteção da biodiversidade e o incentivo à pesquisa aplicada. O estado já restaurou/recuperou cerca de 12 mil hectares de florestas por meio do Programa Reflorestar e investiu mais de R$ 100 milhões em ações de reflorestamento desde 2020.

Além disso, o Espírito Santo tem metas ambiciosas de neutralidade de carbono até 2050, aderindo às campanhas internacionais “Race to Zero” – zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050; e “Race to Resilience” – focar ações na adaptação climática e na construção de sociedades resilientes.

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Em 2025, serão destinados R$ 620 milhões à infraestrutura resiliente e à prevenção de desastres, com destaque para o fortalecimento da Defesa Civil e o planejamento urbano voltado à adaptação climática.

Outro eixo estratégico é o Programa Águas e Paisagens, desenvolvido em parceria com o Banco Mundial, que investe mais de US$ 113 milhões na gestão hídrica, drenagem urbana e recuperação de bacias hidrográficas. O estado também promove ações em educação ambiental, economia circular e inovação tecnológica, consolidando uma abordagem transversal e integrada para enfrentar os desafios climáticos.

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A COP30 será, portanto, uma vitrine para boas práticas e soluções replicáveis.

O Espírito Santo exemplifica como planejamento, investimento e articulação interinstitucional podem transformar políticas públicas em resultados concretos.

Ao conectar ciência, tecnologia e governança, o estado contribui para o fortalecimento da cooperação internacional e para a construção de caminhos mais justos e sustentáveis.

Mais do que um evento técnico, a COP30 representa uma oportunidade histórica de redefinir prioridades, ampliar compromissos e acelerar a transição para modelos de desenvolvimento que respeitem os limites do planeta. O exemplo capixaba mostra que é possível alinhar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental; e que os estados têm papel decisivo na implementação da agenda climática global.

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Luiz Fernando Schettino é engenheiro florestal, mestre e doutor em Ciência Florestal, advogado, escritor e ex-secretário Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos 

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