A seleção reúne livros que são essenciais em qualquer época do ano, trazendo reflexões profundas que contribuem para o crescimento pessoal do leitor
Por Jessica Coutinho
O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, tem um significado especial em 2024. Pela primeira vez, a data é oficialmente reconhecida como feriado nacional. Além de homenagear Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo de resistência negra, o dia convida a sociedade a refletir sobre o impacto do racismo e as contribuições da população negra para a história e a cultura do Brasil.
A literatura é uma ferramenta poderosa para estimular essas reflexões. Obras que abordam a negritude e a luta contra a desigualdade oferecem à sociedade um olhar mais profundo sobre as questões que atravessam séculos de opressão e resistência. São os livros que ampliam a compreensão sobre a complexidade do racismo e fortalecem a construção de uma sociedade mais justa e plural.
Pensando nisso, selecionamos uma lista de seis livros escritos por mulheres negras, cujas narrativas são essenciais para o crescimento pessoal de qualquer leitor.
1. Tornar-se negro de Neusa Santos Souza
Neste clássico da psicologia e dos estudos raciais no Brasil, Neusa Santos Souza analisa as complexidades do processo de construção da identidade negra em uma sociedade racista. A partir de sua experiência como psicanalista, a autora examina os impactos emocionais e psicológicos do racismo, explorando como a negritude é vivenciada em um país que nega e estigmatiza essa identidade. Com uma escrita sensível e incisiva, o livro convida à reflexão sobre a aceitação de si mesmo, a resistência ao preconceito e a luta por reconhecimento e pertencimento.
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2. Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus
Carolina Maria de Jesus apresenta, em diários crus e emocionantes, o cotidiano nas favelas de São Paulo nos anos 1950. Com uma escrita visceral, ela narra suas lutas como mulher negra, catadora de papel e mãe solteira, expondo a fome, a pobreza e a dignidade que resistem em meio à adversidade.
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3. Um defeito de cor de Ana Maria Gonçalves
A épica jornada de Kehinde, uma mulher africana escravizada, é contada em uma saga que atravessa continentes e décadas. Em busca de seu filho perdido, ela enfrenta tragédias e conquistas, enquanto a obra ilumina a brutalidade do tráfico de escravizados e a resiliência do povo negro. Um relato íntimo e histórico sobre liberdade, memória e identidade.
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4. 50 Personalidades negras revolucionárias de Karina Barbosa dos Santos
Este livro celebra o legado de 50 figuras negras que desafiaram o racismo e transformaram o mundo. Com histórias inspiradoras e impactantes, Karina Barbosa dos Santos nos apresenta líderes, artistas, pensadores e ativistas cujas vidas foram marcadas pela coragem e pela busca por justiça.
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5. A lacuna da diversidade: quando boas intenções geram verdadeiras mudanças culturais de Bethaney Wilkinson
Bethaney Wilkinson explora o impacto das ações de diversidade nas organizações, questionando sua eficácia. A obra convida os leitores a refletirem sobre como transformar boas intenções em mudanças profundas, promovendo um ambiente inclusivo e verdadeiramente transformador.
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6. Memórias da plantação: Episódios de racismo cotidiano de Grada Kilomba
Grada Kilomba combina teoria e vivências para discutir o racismo estrutural e os traumas da colonização. Em narrativas acessíveis e instigantes, ela expõe o impacto do racismo no dia a dia, convidando à desconstrução de preconceitos e ao diálogo sobre igualdade.
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