Black Friday: como comprar com segurança?

Alexander Luis Montini é economista, especializado em mercado, pesquisa e consumo, e atualmente integra o corpo docente da Unopar em Londrina. - Foto: Divulgação

Durante a Black Friday, é necessário ter cautela e se conter aos impulsos das promoções, a fim de evitar gastos e cair em ciladas

Faltam poucos dias para mais uma edição da Black Friday no Brasil, evento que reúne uma série de promoções e ofertas, e representa uma ótima oportunidade para quem deseja antecipar as compras de natal. Para Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e a consultoria Ebit/Nielsen, somente o mercado de e-commerce deve faturar mais de R$ 3 bilhões nesta data. Mas, quais são os cuidados que todo consumidor deve tomar para não desequilibrar suas finanças pessoais, e ao mesmo tempo não cair em fraudes e propagandas enganosas?

Para muitas pessoas, a virada de ano é uma época de incertezas, inclusive sobre a manutenção do seu posto de trabalho. Neste sentido, é um tanto imprudente assumir dívidas para aquisição de bens que sejam desnecessários no momento, a não ser que ele tenha feito uma poupança ao longo do ano, e queira aproveitar o preço atrativo de um bem ou serviço para adquiri-lo. É preciso ter cautela com o impulso das promoções, porque o dinheiro gasto hoje pode faltar amanhã.

Se o consumidor já fez as contas e chegou à conclusão que vale aproveitar as ofertas da Black Friday, um conselho para quem sabe qual produto irá comprar é procurar referências de pessoas que já compraram na empresa, e ainda buscar pesquisas de satisfação e opinião sobre o produto e o estabelecimento. Sempre desconfie de lojas e sites novos que não possuem referências e avaliações. Além disto, se a pessoa sabe o que ela quer comprar, é importante ficar de olho nos preços algumas semanas, para identificar o quão efetivo é aquele desconto.

Na hora de efetuar a compra, uma medida importante que pode ajudar a diminuir dores de cabeça, especialmente nas transações feitas pela internet, é avaliar os protocolos de segurança, nunca fornecer dados pessoais para qualquer site, e priorizar o pagamento com cartão de crédito, usando sistemas de pagamento seguro oferecidos por algumas empresas. Assim, a possibilidade de conseguir estorno dos valores pagos para evitar prejuízos é muito maior.

Embora fraudes e propagandas enganosas sejam consideradas crimes, ainda há empresas que praticam isto nesta época. Portanto, o consumidor deve ter em mente que não existem milagres no campo da economia, e propagandas muito exageradas precisam ser conferidas com desconfiança. Para proteger contra as fraudes, é recomendável registrar tudo, como ligações e e-mails, fazer captura da tela, guardar os recibos e protocolar as reclamações, se necessário.

Caso o consumidor tome todos os cuidados, e ainda assim tenha problema com a compra de um produto e/ou serviço, a orientação é tentar resolver a situação primeiramente com a própria empresa, de forma pacífica, registrando todos os contatos realizados. Se o problema persistir, a pessoa deve ir até uma agência do Procon mais próxima, com todos os comprovantes das negociações feitas, e registrar sua reclamação. Em último caso, o consumidor pode recorrer a um processo jurídico com advogado, desde que tenha todas as provas em mãos.

Por fim, vale ressaltar, que a Black Friday trabalha com a venda emocional e por impulso, e isto pode representar um risco para as finanças do consumidor e da família. Se o consumidor sabe que no final de novembro acontece uma chuva de promoções, o ideal é que ele se prepare antecipadamente para elas.


Alexander Luis Montini é economista, especializado em mercado, pesquisa e consumo, e atualmente integra o corpo docente da Unopar em Londrina.

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