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quarta-feira, 6 julho, 2022

Como a nova alta da Selic afeta o cenário para investimentos?

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Elevação da Selic beneficia investimentos em renda fixa pós fixados

Por Arley Junior 

Na reunião dos últimos dias, 3 e 4 de maio, do Copom, a taxa Selic foi elevada em um ponto percentual para 12,75% ao ano. Na avaliação do Santander, ainda será necessário um ajuste residual no juro básico em junho, de 0,5 ponto percentual. Assim, a expectativa é que o atual ciclo de aperto da política monetária termine com a Selic em 13,25% a.a.

Com a nova elevação da taxa de juros, os investimentos em renda fixa pós fixados, tais como CDB DI, Fundos DI e Tesouro Selic, tendem a se beneficiar do ponto de vista de rentabilidade, uma vez que acompanham o movimento da Selic. Estes são produtos bastante procurados pelos investidores, porque permitem resgates de forma rápida e têm rentabilidade diária. Ainda na renda fixa, destacamos os títulos de crédito privado, que costumam pagar taxas ainda mais interessantes e podem ser pós fixados, prefixados ou atrelados à inflação.

Além disso, vemos oportunidade na classe dos multimercados. Esses fundos permitem que o gestor aplique em diferentes tipos de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio, no Brasil e no exterior) e em diferentes momentos de mercado. As grandes vantagens da classe são a velocidade e a flexibilidade com que o gestor desse tipo de investimento pode atuar, conseguindo proporcionar rentabilidade aos investidores mesmo em cenários adversos e não previstos anteriormente.

Para quem quer diversificar, mas não quer correr o risco das oscilações de mercado, a nossa recomendação são os Certificados de Operações Estruturadas (COEs). Com estruturas em IPCA, Ibovespa, S&P 500 entre outras, o retorno estará associado ao desempenho do índice, porém com proteção de 100% do capital investido, em caso de desvalorização no vencimento da operação. E aqui no Santander temos ainda estruturas Ganha Ganha, onde o investidor ganha o que for maior, entre o retorno do índice ou uma taxa prefixada.

Já no mercado de renda variável, a alta de juros provoca oscilações, visto que a renda fixa ficou mais atrativa. Com isso, podemos observar alguma migração de investimentos em renda variável para a renda fixa. No entanto, após as quedas recentes, o nível de preços das ações parece atrativo para quem tem perfil de risco e médio/longo prazo para alocação, e também levando em conta que o atual ciclo de aumento da Selic parece estar próximo do fim.

Em resumo, recomendamos que o investidor tenha uma carteira diversificada, porém equilibrada em relação ao seu perfil, e avaliamos que oscilações podem gerar oportunidades.

Arley Junior, estrategista de Investimentos do Santander.

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