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Tarifas sobre derivados tensionam UE e EUA

Produtos com aço e alumínio enfrentam alíquotas de até 50%, desafiando acordo comercial

O comissário de Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, declarou nesta terça-feira, 24, que o governo Trump assegurou ao bloco europeu seu compromisso com o acordo comercial firmado no ano passado entre as duas partes. A reafirmação vem no contexto em que o presidente americano anunciou a aplicação de uma tarifa global de 10%, em vigor por 150 dias contando desta data.

Sefcovic afirmou nesta terça, no Parlamento Europeu que tem mantido contato constante com seus homólogos norte-americanos, o representante comercial americano (USTR, na sigla em inglês, Jamieson Greer, e o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Essas conversas têm ocorrido desde que a Suprema Corte dos EUA anulou as tarifas de Trump, com o intuito de compreender quais serão os próximos passos do governo americano.

“Claro, o que temos pela frente agora é o período de transição, onde eles estão tentando lidar com essa decisão judicial realmente emblemática e estamos conversando todos os dias”, disse Sefcovic numa audiência em Bruxelas. “Quando conversei com meus colegas ontem e hoje [segunda e terça], eles acreditam que isso será resolvido em um período ainda mais curto, de três a quatro meses”.

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De acordo com a Bloomberg, os EUA estão prestes a simplificar suas tarifas sobre produtos que contêm aço e alumínio. Fontes próximas às negociações indicam que representantes europeus esperam que Washington reduza, nas próximas semanas, a quantidade de bens sujeitos à tarifa de 50% aplicada aos chamados produtos derivados que utilizam esses metais.

As mudanças planejadas não devem impactar as tarifas sobre os metais em suas formas mais comuns, ainda segundo a Bloomberg. No entanto, a crescente lista de produtos derivados impõe um desafio significativo para as empresas, que precisam determinar a porcentagem de materiais metálicos nos produtos que exportam, corroendo assim os benefícios do acordo comercial firmado no ano passado.

Com informações da Estadão Conteúdo – Economia, Darlan de Azevedo

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