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quarta-feira, 12 junho, 2024

Retrospectiva 2022 – Ciência e tecnologia: ES ganha programa público de aceleração de startups

Já foram selecionados 30 projetos, em 16 segmentos distintos, e disponibilizados até R$ 100 mil para cada startup

A indústria capixaba responde por 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo. Na Região Sudeste, é a maior participação do setor produtivo para o crescimento estadual, acima dos 21,1% registrados em São Paulo, dos 23,8% no Rio de Janeiro e dos 26,5% em Minas Gerais. Nesse cenário, a inovação influencia diretamente a otimização de processos e o ganho de produtividade.

Esses dados estão atrelados à mola propulsora que tem possibilitado ao ecossistema de inovação do Estado sobressair-se não apenas em âmbito nacional, mas também na esfera global. Mapeamento traçado pela Startup Scanner aponta que o Espírito Santo conta com mais de 110 startups, distribuídas por mais de 10 cidades capixabas e separadas em 27 categorias, com destaque para projetos dos segmentos de EdTechs, Fintechs e HealthTechs.
Muitos são os atores que reuniram conhecimento e recursos.

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“A relação entre academia, Governo e mercado estreitou-se muito, com diversas iniciativas em conjunto. E essas conexões permitiram a estruturação de uma agenda estratégica”, salientou o diretor-presidente da Action – Associação Capixaba de Tecnologia, Emílio Barbosa.

Retrospectiva 2022 - Ciência e tecnologia: ES ganha programa público de aceleração de startups
Entre as diversas propostas de inovação no cenário capixaba, há um projeto de caminhão autônomo – Foto: Divulgação

A chamada “indústria 4.0” ganhou reforço em 2022.
Em novembro, um evento marcou o início da aceleração do Startup e Empreendedorismo Estadual em Desenvolvimento no Espírito Santo (Seedes), primeiro programa público de aceleração de startups do Estado. Na primeira rodada, foram selecionados 30 projetos de startups de 16 segmentos distintos, em fase de evolução ou operação, e disponibilizados até R$ 100 mil em recursos para cada um.

“O grande diferencial desse financiamento realizado por meio do Seedes é que ele entra num momento crucial de toda startup, quando ela já existe, já tem um produto, mas ainda não conseguiu efetivamente escalar esse produto no mercado.

A aceleração objetiva que as startups beneficiadas alcancem outro patamar, ou seja, passem a entregar numa escala maior e, com isso, consigam sobreviver e se efetivar como empresa”, enfatizou o subsecretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Denio Rebello Arantes.

O programa abriga muitos parceiros. “É importante que se diga que o Seedes é um programa sonhado e realizado por muitas mãos. Foi elaborado por muito tempo. Está sendo preparado, inclusive, um espaço no Centro de Vitória, no Hub ES+, do Governo do Estado, para abrigar as 30 startups que iniciam agora o processo de aceleração, que terá duração de seis meses”, detalhou a diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Cristina Engel.

Acelerando

O Seedes conta com mais de 70 empreendedores que, durante seis meses, participam de mentorias, capacitações, difusão, imersão e networking. A partir do diagnóstico inicial sobre a maturidade da startup, será produzido um plano desenvolvimento alicerçado em quatro pilares: produto, negócios, time e receita.

A expectativa do setor é a melhor possível. “O IEBT Innovation tem bastante experiência nesse tipo de projeto, que envolve vários atores do ecossistema local de inovação. A expectativa é grande, pois o Estado do Espírito Santo oferece muitas oportunidades de novos negócios de impacto na sociedade”, reitera o CEO do IEBT Innovation, Paulo Vitor Guerra.

Mas ainda há melhorias significativas para serem conquistadas. “Para que toda essa engrenagem conecte-se da forma correta e gere os frutos esperados, é preciso vencer um grande desafio: formar competência. Estamos falando de 40 mil profissionais em 10 anos”, enfatizou Luciano Raizer, especialista em indústria 4.0 e presidente da Fundação Espírito-
-Santense de Tecnologia (Fest).

Retrospectiva 2022 - Ciência e tecnologia: ES ganha programa público de aceleração de startups
Para conectar todas as engrenagens e colher os frutos esperados, é preciso vencer um grande desafio: formar competência – Foto: Fucape

Hubs de inovação

Em 2022, o Findeslab, uma iniciativa conjunta da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e do Senai, assinalou aumento de receita de 52,17% sobre 2021. Desde 2019, recebeu mais de 5 mil visitantes; registrou 115 projetos de inovação e 1.417 oportunidades de inovação apoiadas e obteve movimentação de R$ 31 milhões em recursos investidos, com apoio do hub.

“Em 2023, serão lançados novos modelos de inovação aberta com foco em agilidade e aumento de conexões, além do avanço no desenvolvimento de iniciativas no interior do Estado”, citou a gerente do Findeslab, Naiara Galliani, já focando o programa de aceleração do Estado.

Alguns desafios foram traçados em conjunto pelos diferentes atores. “Existem três grandes metas para serem conquistadas: atingir mil startups em 10 anos, estar entre os cinco estados mais inovadores do Brasil e ter 20% de empresas ligadas à tecnologia e inovação entre as 200 maiores do Estado”, apontou a gerente- executiva de Inovação e Tecnologia do Senai ES e Sesi ES, Juliana Gavini.

O Estado conta hoje com instituições públicas, privadas, acadêmicas e financeiras, envolvidas nesse ecossistema. Ifes, Ufes, Findes, Multivix, UVV, Faesa, Action, Base 27, Fucape, UCL, Bandes, Banestes e Sicoob ES, várias delas com seus próprios hubs de inovação, vêm criando soluções reais. “Quando apresentamos ao Ifes o problema da falta de programadores, o Instituto criou o curso de Programação de Software”, finalizou Emílio Barbosa, diretor-presidente da Action.

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