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Cidade do ES registrou aumento de até 16% no preço do arroz

Aumento acontece em meio às fortes chuvas no Rio Grande do Sul, mas Acaps afirma que não vai faltar o cereal

Por Kebim Tamanini

Com as intensas chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção de arroz do país, o receio de desabastecimento preocupa os brasileiros, e os capixabas não ficaram imunes a essa preocupação. Supermercados precisaram impor limites na quantidade de arroz que cada cliente poderia adquirir, enquanto a movimentação do mercado muitas vezes resultou em aumentos nos preços do cereal.

No município de Linhares, localizado na Região Norte do Estado, o Procon municipal realizou uma pesquisa e constatou um aumento de 16,07% no preço médio do arroz em menos de 15 dias.

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Vale destacar que o aumento nos preços sem justo motivo pode configurar prática infrativa ao direito do consumidor e ensejar a aplicação de penalidade de multa. “Estamos em contato com demais órgãos de proteção e defesa do consumidor do Estado para juntos traçarmos estratégias para coibir possíveis abusos no Espírito Santo”, comentou o diretor do órgão municipal de Linhares, Geraldo Benedito Roza.

Já em Vitória, a capital capixaba, o Procon local afirmou que o preço do arroz não apresentou aumento em comparação ao mês de abril, conforme um estudo realizado nos supermercados para monitorar os preços dos itens da cesta básica.

Enquanto isso, em Cachoeiro de Itapemirim, o Procon Municipal está notificando os supermercados para coibir eventuais aumentos de preços sem justificativa. O coordenador do Procon, Luís Guimarães de Oliveira, destaca que a prática de elevar valores de produtos sem justa causa é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.

E a Ceasa?

Quanto à Central de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa-ES), ela informou por meio de nota que as enchentes podem impactar a quantidade de produtos que chegarão à Ceasa-ES nos próximos dias. Apesar disso, destacou que não há risco iminente de desabastecimento. No entanto, se houver escassez de produtos, os preços podem aumentar devido à lei da oferta e da procura.

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Acaps diz que não

A Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) assegurou que não há previsão de escassez de produtos, pois os estabelecimentos mantêm estoques de reposição e podem contar com fornecedores de outras regiões. Embora a Acaps não tenha dados precisos sobre a proporção de arroz procedente do Rio Grande do Sul no Espírito Santo, afirma que a maior parte do arroz consumido no estado vem desse estado, chegando por meio do modal rodoviário, também afetado pelas chuvas.

A produção de arroz no Espírito Santo é considerada modesta, com cultivo em 10 municípios e uma produção de 98 toneladas registrada em 2022, de acordo com o Painel Agro do Incaper. Nova Venécia, Mantenópolis e Barra de São Francisco despontam como os maiores produtores.

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