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terça-feira, 25 junho, 2024

Dessalinização de água na Grande Vitória permanece em fase de estudo

Medida pode ser adotada após o governo capixaba avaliar os riscos de crise hídrica na região mais populosa do Estado

Por Kebim Tamanini

Talvez em alguns anos, os residentes da Região Metropolitana da Grande Vitória estarão utilizando água do oceano para o uso doméstico. Isso pode acontecer caso seja implementado o projeto que está em fase de estudo para dessalinizar a água. O governo capixaba considera essa tecnologia como uma alternativa estratégica para mitigar os efeitos da escassez hídrica e promover o desenvolvimento sustentável da região mais populosa do Estado.

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O Projeto do Sistema de Abastecimento de Água Dessalinizada deverá abranger a captação, adução, tratamento, reservação e interligação ao sistema de abastecimento existente. A ideia está em fase de estudo, que começou em março, e tem a previsão de apresentar os resultados técnicos em 180 dias, ou seja, em setembro deste ano. Os responsáveis por conduzir os estudos de viabilidade técnica, econômico-financeira e jurídico-institucional são a GS Inima Brasil LTDA, a Promulti Engenharia Infraestrutura e Meio Ambiente, o Consórcio Líder Infraway Estruturadora de Projetos LTDA e a Hidrostudio Engenharia S/S.

“O Estado do Espírito Santo demonstra seu compromisso em enfrentar os desafios relacionados à gestão hídrica, buscando soluções inovadoras e eficazes para garantir o acesso à água potável para toda a população”, pontuou o subsecretário de Estado de Gestão e Parcerias, Ricardo Pessanha.

A expectativa é ter uma usina no Espírito Santo com capacidade para converter 1.100 litros de água salgada em água doce por segundo, volume compatível para abastecer uma cidade com mais de 550 mil habitantes. Ainda não se sabe onde a unidade será construída. Estima-se que o investimento fique em torno de R$ 500 milhões.

A título de conhecimento, todo o procedimento realizado na dessalinização da água do oceano, o governo capixaba esteve no Chile no ano passado para conhecer de perto a experiência da usina de dessalinização em operação no deserto de Atacama, que desenvolve o processo usando água do Oceano Pacífico para abastecer residências na localidade.

Um Case no ES …

Em 2021, a ArcelorMittal, uma das principais siderúrgicas do Espírito Santo, inaugurou uma planta de dessalinização que marca um avanço significativo no uso sustentável dos recursos hídricos no estado. A capacidade do sistema é de retirar o sal de 500 mil litros de água do mar por hora.

O investimento de R$ 50 milhões aconteceu após o Estado enfrentar os desafios das crises hídricas que assolaram o estado em 2014 e 2015. Anteriormente, a indústria dependia exclusivamente da água doce do Rio Santa Maria, fornecida pela Cesan, para suas operações. Agora, com a nova estrutura de dessalinização, a empresa reduzirá significativamente sua demanda sobre os recursos hídricos locais, liberando uma quantidade substancial de água doce para a população da Grande Vitória.

Além de contribuir para a segurança hídrica da região, a planta de dessalinização tem impactos positivos no fornecimento de água potável. A água dessalinizada é usada na produção industrial da ArcelorMittal, liberando um volume considerável de água doce que poderá abastecer até 80 mil pessoas na região.

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