Presidente da Aliança Governadores pelo Clima e do Consórcio Brasil Verde, Renato Casagrande Brasil pode gerar renda e proteger o meio ambiente
Por Kikina Sessa
Governador do Espírito Santo e presidente da Aliança Governadores pelo Clima e do Consórcio Brasil Verde, Renato Casagrande comenta que além dos planos, é necessário ver investimento chegando aos estados brasileiros e que a COP30 pode ser essa virada de chave.
Enquanto presidente do Consórcio Brasil Verde, qual legado a COP30 poderá deixar para os estados brasileiros?
A COP30 é o momento em que o mundo espera efetividade. Muito se debate, mas vemos poucas ações. E a COP do Brasil pode ser essa virada de chave onde os investimentos podem, enfim, acontecer.
Nós, enquanto Consórcio Brasil Verde, queremos que todos os estados cheguem à conferência com seus Planos de Descarbonização e Mudanças Climáticas prontos. Sabemos que metas de longo prazo são difíceis de atingir, mas para isso é necessário ter metas ano a ano. Então, além dos planos, queremos efetivamente ver investimento chegando aos estados brasileiros.
Como o Espírito Santo vai se fazer presente na conferência? Quais práticas e ações devem ser apresentadas durante o evento?
Estamos trabalhando para fazer anúncios durante a COP, assim como fizemos na COP29 no Azerbaijão. Hoje, o Espírito Santo é referência nas ações de mitigação das mudanças climáticas e vamos seguir avançando nesse tema. Ainda não é possível fazer anúncios do que apresentaremos na COP, mas queremos mostrar o quanto o nosso governo está focado na resiliência dos municípios no enfrentamento às mudanças climáticas e para que os investimentos do Fundo de Descarbonização do Espírito Santo se tornem realidade.
Acredita que a COP30 trará alguma oportunidade para o Espírito Santo?
Como eu disse, essa COP será da efetividade, então a gente espera que com o lançamento recente do edital do Fundo de Descarbonização, possamos atrair investidores, grandes fundos, para que possam fazer aportes que a gente utilize para continuar nessa linha de obras de mitigação das mudanças climáticas.
O Espírito Santo tem sido o farol do Brasil e tem mostrado que é possível se desenvolver controlando as emissões de carbono e protegendo o meio ambiente.
Quais compromissos o Brasil pode assumir em relação às mudanças climáticas?
Eu entendo que o Brasil precisa começar a discutir um orçamento climático para que possamos aplicar recursos públicos nessa área. A preservação ambiental virou também um assunto de oportunidade econômica, sendo um caminho para gerar renda para mais pessoas. O Brasil não pode perder essa oportunidade. Temos uma riqueza natural extraordinária que precisa da contribuição de todos, com a preservação das nossas florestas e da nossa biodiversidade.
*Entrevista publicada orginalmente na revista ES Brasil nº 227, de junho de 2025. Leia a edição completa do Anuário Verde aqui.

