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Carnaval de Vitória: veja como foram os desfiles no Sambão

No último fim de semana, o Sambão do Povo recebeu apresentações marcadas por emoção e identidade cultural. Seis escolas do Grupo Especial desfilaram

Por Thamiris Guidoni

O Carnaval de Vitória transformou o Sambão do Povo em um grande palco de celebração da cultura, da memória e da identidade capixaba no último fim de semana. Ao longo de duas noites de desfiles, escolas de samba levaram para a avenida enredos marcados por ancestralidade, força feminina, espiritualidade, consciência ambiental e homenagens à própria história do samba, reunindo milhares de pessoas nas arquibancadas e em frente às transmissões.

Com fantasias incríveis, alegorias imponentes e o canto forte das comunidades, o desfile das escolas reafirmou o carnaval como uma das maiores manifestações culturais do Espírito Santo.

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Da abertura da sexta-feira ao encerramento do sábado, cada apresentação contribuiu para um retrato diverso e potente do Carnaval de Vitória, unindo tradição, inovação e emoção em uma narrativa coletiva que celebrou o passado, dialogou com o presente e projetou o futuro da festa.

Desfiles de sexta-feira (6)

Pega no Samba abriu os desfiles no Sambão do Povo com uma apresentação emocionante, marcada por fé, ancestralidade e forte conexão com as culturas afro-indígenas. A escola levou para a avenida um espetáculo contagiante, que empolgou o público logo na primeira apresentação da noite e deu o tom do Carnaval de Vitória.

Novo Império levou à passarela um desfile de forte impacto visual e simbólico, exaltando a força feminina e a ancestralidade. Com fantasias elaboradas e narrativa bem construída, a escola apresentou um espetáculo consistente, reafirmando a identidade e tradição no carnaval capixaba.

Unidos de Jucutuquara apostou em cores intensas, alegorias imponentes e muita energia para contar seu enredo. A escola destacou o protagonismo feminino e a ancestralidade, empolgando arquibancadas e consolidando um desfile marcado pela grandiosidade e pela força de sua comunidade.

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Mocidade Unida da Glória (MUG) apresentou um desfile que uniu poesia, memória e consciência ambiental. Com uma narrativa sensível e visualmente marcante, a escola transformou a avenida em espaço de reflexão sobre natureza, história e preservação, mantendo forte sintonia entre samba, enredo e componentes.

Imperatriz do Forte encerrou a noite de sexta-feira celebrando as raízes afro-brasileiras e a identidade cultural do povo capixaba. Mesmo desfilando na madrugada, a escola manteve a energia na avenida, com um conjunto harmônico que valorizou tradição, emoção e pertencimento.

Desfiles de sábado (7)

No sábado (7), quem abrilhantou o Sambão do Povo foram Rosas de Ouro, Unidos da Piedade, Independente de Boa Vista, Chegou o que Faltava e Andaraí. 

Rosas de Ouro abriu o segundo dia de desfiles com um enredo que exaltou as origens e a história do norte do Espírito Santo. A escola levou para o Sambão do Povo um espetáculo colorido e envolvente, conectando memória, território e identidade cultural em uma apresentação empolgante.

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Unidos da Piedade emocionou o público ao levar para a avenida uma homenagem marcante à sua própria história e a personagens simbólicos do samba capixaba. Mesmo diante de desafios técnicos, a escola mostrou superação, com bateria pulsante, canto forte e grande envolvimento da comunidade.

Independente de Boa Vista, atual campeã, apresentou um desfile vibrante, valorizando tradições culturais capixabas e a força do ritmo. Com fantasias detalhadas e evolução segura, a escola reafirmou seu protagonismo no Carnaval de Vitória e manteve o alto nível artístico na avenida.

Chegou o Que Faltava apostou em um enredo reflexivo e simbólico, convidando o público a uma viagem de autoconhecimento e valorização da ancestralidade. O desfile se destacou pela proposta conceitual, com forte carga espiritual e mensagem de identidade e pertencimento.

Andaraí encerrou os desfiles do sábado celebrando sua própria trajetória no carnaval capixaba. Com um desfile marcado por emoção, memória e valorização da comunidade, a escola revisitou sua história e reafirmou sua importância como símbolo de resistência e tradição popular.

 

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