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quarta-feira, 19 junho, 2024

Captação inédita de órgãos para transplante acontece no Sul do Estado

Doação beneficiará pessoas dentro e fora do Espírito Santo. 

Por Gustavo Costa

Em uma iniciativa pioneira em sua história, o Hospital Unimed Sul Capixaba sediou, nessa terça-feira (31) uma bem-sucedida captação de órgãos para transplante. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), o fígado será doado a um paciente em solo capixaba, enquanto os rins serão levados para o Rio Grande do Sul. As córneas também serão doadas, aguardando a oportunidade de restaurar a visão de alguém que necessite. No total cinco pessoas serão beneficiadas.

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Para a realização da captação, o hospital recebeu uma equipe de transplante vinda de Vitória. Segundo o médico e coordenador da Unidade Coronariana e Neurológica (UCON), Rafael Salgado, o transplante de órgãos é fundamental para salvar muitos pacientes que aguardam na fila. O processo de doação é composto por uma série de etapas sequenciais que visam garantir a segurança e transparência do mesmo.

O médico lembra que um paciente com diagnóstico de morte encefálica internado em hospital é doador em potencial. A família é informada da possibilidade de doação dos órgãos. Caso ela concorde, uma série de exames são feitos para confirmar o diagnóstico. “O manejo do potencial doador na UTI é de extrema importância para manter a viabilidade dos órgãos e tecidos, explicou. 

Os órgãos, que pertenciam a um paciente de 69 anos, foram doados após a autorização dos familiares. Segundo a filha do doador, justamente no dia em que seu pai passou mal, ele estava assistindo uma reportagem na televisão sobre doação de órgãos e manifestou esse desejo de ser doador com a esposa. “Até então ele nunca tinha comentado nada a respeito. Meu pai deixou muitas coisas boas em vida e essa foi a última missão dele”. A despeito do momento de dor da família, ela lembrou que é importante ter em mente como a doação pode fazer a diferença entre a vida e a morte de muitas outras pessoas. “É um ato de fé desde o início: fé quando a gente recebe o diagnóstico, fé na decisão de doar, fé na espera, e a fé na conclusão da doação que vai salvar vidas”, enfatizou ela. A informação é da assessoria de imprensa da Unimed Sul Capixaba.

Mesmo que uma pessoa tenha deixado o seu desejo de doar seus órgãos, a ação só acontece de fato se a família autorizar. De acordo com o Ministério da Saúde, os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista de espera. A lista é única, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

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