Atual vice-prefeita, Capitã Estéfane era pré-candidata à Prefeitura de Vitória; Militar concorrerá ao Legislativo
Por Robson Maia
A atual vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane (Podemos), não será mais candidata ao Executivo da capital. A militar recuou da decisão inicial e, após definições com lideranças do partido, vai concorrer a uma cadeira do Legislativo da capital capixaba.
A mudança ocorreu após um encontro na sede do Podemos com o presidente estadual da sigla, o deputado federal Gilson Daniel. Segundo a militar, a intenção é fortalecer a representatividade feminina na Câmara de Vitória e no cenário político estadual. Com isso, o partido entrou em consenso de que a candidatura majoritária se tornou inviável.
“Concordamos que é importante disputar a vereança, para continuar dialogando a cidade e dar voz e vez às mulheres e aos moradores de Vitória”, disse a parlamentar em entrevista.
Estéfane não descartou uma candidatura futura ao Executivo da capital capixaba, mas ressaltou que o passo no Legislativo se faz necessário antes de uma decisão considerada importante.
“Após esta eleição poderemos nos organizar para fazer uma disputa futura à prefeitura, com mais tempo e força política para fazer alianças e planejar a campanha”, afirmou a militar.
Segundo Estéfane, o Podemos não irá apoiar nenhum candidato no pleito municipal. Nas últimas semanas, surgiram diversas especulações sobre uma possível aproximação entre a atual vice-prefeita e o candidato João Coser (PT).
Militar é desafeto de Pazolini
A desistência da candidatura à prefeitura não muda um cenário já observado há alguns anos no tabuleiro político da capital: Capitã Estéfane segue sendo oposição ao atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). Mesmo participando da atual gestão, a relação com o atual prefeito chefe do Executivo se rompeu logo cedo.
Depois de um certo isolamento político em eventos do Executivo, um episódio evidenciou o desgaste: durante uma entrega de serviço, Pazolini retirou o microfone da mão de Estéfane, que chorou diante do público presente. Este foi apenas um dos episódios públicos em que o prefeito e a vice tiveram o rompimento evidenciado.

Em entrevista exclusiva à ES Brasil ainda como pré-candidata, Estéfane revelou sobre o desconforto existente na relação com Pazolini.
““Eu não conhecia o Pazolini antes do processo eleitoral. Eu entrei na composição por uma indicação de uma pessoa que era amigo em comum, mas nós não éramos amigos, nós não tínhamos relação pessoal, e nós entramos num projeto coletivo voltado para o benefício da cidade” afirmou Estéfane.
“Nós não éramos amigos, mas eu imaginava que essa relação profissional, pelo menos, ela iria se estabelecer ao longo do processo. Nós tivemos uma constatação diferente, e eu não credito isso pessoalmente nem a ele, nem a mim, mas é uma conjuntura”, completou.
Confira a entrevista completa abaixo.

