- Continua após a publicidade -

Câmara aprova pacote de segurança com novas penas e regras para prisão preventiva

Propostas endurecem punições, criam crime de “domínio de cidades” e mudam critérios para prisão preventiva no Brasil

Por Denise Miranda

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (22) um conjunto de três projetos que endurecem a legislação penal e reforçam o enfrentamento à criminalidade organizada. O pacote inclui o aumento de penas para homicídios e agressões contra agentes do Estado, a criação do crime de “domínio de cidades” — conhecido como “novo cangaço” — e novas regras para a decretação de prisão preventiva. As propostas seguem agora para análise do Senado Federal.

O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a importância da pauta. “Não tenho dúvida de que essa agenda proporcionará ao Brasil trabalhar com um país mais seguro. Essa presidência trata este tema com prioridade e atende ao clamor da população brasileira”, afirmou.

- Continua após a publicidade -

Proteção reforçada a juízes, promotores e policiais

O primeiro texto aprovado (PL 4176/25) aumenta as penas para homicídios e lesões corporais praticados contra juízes, promotores, defensores públicos e policiais, incluindo familiares até o terceiro grau e servidores aposentados.

Atualmente, o homicídio tem pena máxima de 30 anos. Com a proposta, o limite passa para 40 anos de prisão. A medida foi apresentada pelo deputado Coronel Ulysses (União-AC) e relatada por Alfredo Gaspar (União-AL), que defendeu o endurecimento das punições.

Conteúdo em Alta

O peso eleitoral do voto dos evangélicos em...
Confusão na CPMI após relator chamar ‘Careca do...
Gastronomia capixaba ganha destaque em Brasília
Oposição critica nota do governo Lula sobre guerra...
Comissão do Senado debate classificação de “domínio de...
Relator da PEC 6×1 será indicado esta semana,...
Juiz não pode aplicar pena que não esteja...
Apenas 3% de presos provisórios votaram
ES tem menor número de homicídios em 30...
Câmara aprova PEC do fim da 6×1 e...

Segundo Gaspar, a proposta envia um recado claro ao crime organizado após episódios de violência contra agentes públicos, como o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, atribuído a facções criminosas. “É preciso dar um basta aos inúmeros assassinatos de agentes de Estado. O país não pode permitir que o crime avance sobre quem o protege”, disse o relator.

- Continua após a publicidade -

Crime de “domínio de cidades” e punição a arrastões

O segundo projeto (PL 4499/25) cria no Código Penal o crime de “domínio de cidades”, prática conhecida como “novo cangaço”. O texto prevê pena de 18 a 30 anos de prisão para quem participar de ataques coordenados a municípios — como os registrados em Criciúma (SC), Araçatuba (SP) e Confresa (MT) — envolvendo bloqueios de vias, uso de explosivos, armas de grosso calibre e reféns.

A pena poderá ser dobrada se houver destruição de prédios públicos, redes de energia elétrica ou se forem usadas armas proibidas. O relator, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), incluiu ainda o crime de “arrastão”, com pena de seis a 15 anos.

Para o parlamentar, a proposta busca desestimular ações violentas e proteger comunidades inteiras. “Vamos mostrar aos criminosos que o crime não compensa. Esses ataques são verdadeiros atos de terrorismo, e o Estado precisa reagir com firmeza”, afirmou.

- Continua após a publicidade -

Prisão preventiva e coleta de DNA de reincidentes

O terceiro texto (PL 226/24) atualiza o Código de Processo Penal e define critérios objetivos para a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O juiz deverá aplicar a medida quando o preso tiver antecedentes criminais, for foragido, reincidente ou já tiver sido liberado anteriormente por crime semelhante.

A proposta também autoriza a coleta de material biológico (DNA) de presos por crimes sexuais, integrantes de organizações criminosas ou acusados de delitos hediondos e violentos.

Relator da proposta, o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) explicou que o objetivo é dar mais clareza às decisões judiciais. “Queremos evitar a subjetividade nas audiências de custódia. O texto estabelece parâmetros para que a prisão preventiva seja usada de forma técnica, com base em critérios legais e não apenas discricionários”, afirmou.

Com a aprovação dos três projetos, a Câmara conclui uma das principais votações da pauta de segurança pública neste semestre. As propostas seguem para o Senado Federal e, se aprovadas, irão à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pacote é visto como parte da agenda de endurecimento penal e valorização das forças de segurança, defendida por parlamentares da base e da oposição como resposta ao avanço da criminalidade organizada no país.

Leia Mais

Escala 6×1: oposição reage à PEC; confira
Bolsonaro e bolsonarismo às vésperas do julgamento
Projeto propõe comitê para definir minerais estratégicos
Câmara deve votar redução da jornada 6×1 em...
Messias Donato quer aumento da pena de feminicídio...
Juiz decreta prisão preventiva de MC Ryan e...
Monitorar para transformar políticas públicas
BTG/Nexus: no 2º turno, Lula tem 47% e...
Relator da CPMI do INSS declara que será...
Deputados capixabas articulam reeleição para 2026

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -