Cachoeiro exibe “Cem anos luz de Luz del Fuego”

Cachoeiro de Itapemirim recebe, a partir desta terça-feira (21/02), a exposição “Cem anos luz – 100 anos de Luz del Fuego”. A mostra é uma iniciativa da prefeitura em parceria com artistas e familiares da dançarina cachoeirense.

Aos que tiverem interesse de visitar, podem comparecer a sala “Levino Fanzeres”, no edifício Bernardino Monteiro, sede da prefeitura, na Praça Jerônimo Monteiro, de segunda a sexta, de meio-dia às 18h, até o dia 31 de março.

São 18 imagens de fotógrafos diversos, além de pensamentos extraídos de jornais, revistas e livros publicados entre os anos 40 e 50, época em que o trabalho da cachoeirense teve maior destaque entre o público e a mídia brasileiros. Também integra a mostra uma pintura feita por Maria Elisa, sua sobrinha-neta.

História
Falecida há 50 anos, Luz del Fuego é considerada uma das artistas de visão mais inovadora e transgressora. O nome de batismo de Luz del Fuego é Dora Vivacqua, a 15ª filha de Etelvina e Antônio Vivacqua, filhos de imigrantes italianos com forte influência na política da região. De acordo com Ricardo Salles, que atualmente produz um documentário sobre ela, a rebeldia de Dora surgiu ainda muito cedo, com aversão às convenções sociais e às ideologias conservadoras que lhe eram impostas. Salles foi um dos principais colaboradores para realização da mostra.

Mais tarde, foi chamada de “a bailarina do povo” ou “a mulher das cobras”, já conhecida internacionalmente, tanto pela arte da dança quanto por seu ativismo cultural, ambiental e comportamental, como na luta contra a ideia de que sua nudez fosse associada à imoralidade.

A bailarina foi assassinada em 1967 por dois pescadores, na Ilha do Sol, na Baía de Guanabara, onde funcionava uma associação naturista.

Entre as demais atividades de destaque, enfrentou preconceitos e tribunais, nas lutas com base em sua filosofia de vida escrevendo diversos livros.