Ação integra programa de diversificação agrícola no ES, que já alcança 36 municípios e busca ampliar renda e produção no campo capixaba
Por Letícia Arcanjo
O Espírito Santo, terceiro maior produtor de cacau do país, com produção distribuída em 45 municípios, têm ampliado iniciativas voltadas à agricultura familiar, com o objetivo de descentralizar a cultura e expandir a atividade para novas regiões do interior.
Em Vila Pavão, no noroeste capixaba, 18 produtores receberam nesta quarta-feira (20) mais duas mil mudas de cacau por meio do projeto Arranjos Produtivos, desenvolvido pela Casa dos Municípios da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Com a nova entrega, já são 6 mil mudas destinadas ao município, de um total de 11.050 previstas para fortalecer a produção local.
O avanço ocorre em um momento favorável para a cultura no Estado. Em 2025, a produção capixaba de cacau registrou o melhor resultado dos últimos 11 anos, com crescimento de 6% e cerca de 12,9 mil toneladas de amêndoas produzidas, segundo dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), publicados no portal ES em Números.
Projeto Arranjos Produtivos
O programa Arranjos Produtivos busca incentivar a diversificação da produção agrícola, reduzindo a dependência de culturas únicas e ampliando a capacidade de geração de renda dos produtores. “Já são 36 cidades atendidas. A meta é ampliar para 50 até o fim deste ano e alcançar todos os 78 municípios do Espírito Santo até 2027”, destacou o presidente da Ales, Marcelo Santos.
Em Vila Pavão, 60 produtores participam atualmente do programa, sendo 34 dedicados ao cultivo de cacau. Os demais investem em culturas como horticultura, maracujá e pimenta-do-reino.
Segundo a Assembleia Legislativa, desde julho de 2023 o projeto Arranjos Produtivos já distribuiu mais de 1,5 milhão de mudas. Atualmente, cerca de 1,7 mil propriedades rurais são acompanhadas por técnicos do programa.
“A ideia é estar perto do produtor e abrir caminhos para ele e seus filhos no campo, com mais renda, mais conhecimento e práticas que respeitam o meio ambiente”, afirmou Joelma Costalonga, secretária da Casa dos Municípios da Ales.

