Seis em cada dez brasileiros devem se presentear, segundo CNDL

A necessidade emocional em suprir aliada à reconfortante ideia do “eu mereço” está causando esse fenômeno nos brasileiros. - Foto: Aline Pagotto / Next Editorial

Os brasileiros acreditam ser a ocasião perfeita para se recompensar pelo intenso ritmo de trabalho e pelas dificuldades enfrentadas ao longo do ano

Dezembro chegou e junto com ele o Natal e os presentes! Hoje, o ato de se auto presentear cresceu para 65% em comparação com ano passado e deve movimentar mais de R$ 36 bilhões na economia. Na hora de presentear os filhos, metade dos pais admite que crianças influenciam na decisão de escolha dos presentes.

Os brasileiros acreditam ser a ocasião perfeita para se recompensar pelo intenso ritmo de trabalho e pelas dificuldades enfrentadas ao longo do ano. A pesquisa, conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostrou que seis em cada dez brasileiros pretendem comprar presentes para si mesmos no Natal.

A necessidade emocional em suprir uma necessidade aliada à reconfortante ideia do “eu mereço” está fazendo esse fenômeno. A pesquisa mostrou que os brasileiros que estão dispostos a comprar presentes para si mesmos, 51% afirmam que o fazem por precisar de algum produto. Outros 30% justificam ser uma recompensa por terem trabalhado muito em 2019, enquanto 17% admitem que o Natal é somente um pretexto para comprar.

Os brasileiros se presentearão devido ao ano turbulento enfrentado. – Foto: Agência Brasil

Os itens mais desejados são roupas (55%), calçados (31%), perfumes e cosméticos (27%), celulares ou smartphones (17%), acessórios (14%) e livros (11%). O gasto médio do presente será de R$ 170, sendo que 42% têm intenção gastar até R$ 150. Em média, a pesquisa mostra que os consumidores planejam comprar dois presentes para si próprios.

“Nesta época há muitos custos que vão muito além dos presentes de Natal. O ideal é planejar as despesas de acordo com o orçamento pessoal e familiar, sabendo com antecedência quanto será possível gastar. É recomendável que a pessoa não se deixe levar pelas emoções e exagere nos gastos. Fazer uma lista prévia do que se deseja e pesquisar preços é um bom caminho para não extrapolar as despesas”, orienta Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

O Natal faz a alegria dos adultos, das crianças e dos adolescentes. Um dado significativo se refere ao valor do presente dos filhos no orçamento doméstico. Quase 11% dos entrevistados admitem que vão deixar de pagar alguma conta para atender às vontades de seus filhos, especialmente o cartão de crédito (4%) e os impostos de início de ano (3%). Em contrapartida, 77% não pretendem deixar de pagar contas com esse objetivo e 11% ainda não decidiram o que farão.

“Fugir à própria realidade financeira na hora de dar os presentes de Natal significa criar um problema que pode se tornar grave em pouco tempo, além de não demonstrar bom exemplo. Os pais têm todo o direito de agradar aos filhos, desde que priorizem o pagamento das despesas básicas e demais necessidades familiares”, analisa o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

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