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quinta-feira, 24 setembro, 2020

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Foto: Reprodução

Não há como, no pós-crise, se insistir num rentismo desenfreado, que faz muito mal ao lado real da economia

Por Vaner Corrêa

A pandemia de Covid-19 impôs muita dor para o tecido social do mundo. É indiscutível que a reclusão imposta às famílias propiciou muitos casos de separação de casais. Já na economia, diferentemente de outras crises, houve quase que uma paralisação abrupta nas relações, tanto macro como microeconômica do mundo, como se a economia tivesse sido comprimida como uma mola, rápida e instantaneamente.

Neste caudal, no Brasil, as autoridades começaram a implementar medidas econômicas e sociais. Das medidas sociais, evidencia-se a ajuda emergencial à população mais vulnerável. Já as medidas econômicas, as mais ousadas foram as monetárias, e entre elas, o rebaixamento da taxa básica da economia, que neste agosto de 2020 chegou a um patamar que causa perplexidade a todos os agentes econômicos: 2% ao ano, que equivale pelo processo geométrico a 0,1652% ao mês.

Em tempos de economia normal, a queda do preço do dinheiro básico permite que todos tenham maior acesso ao crédito, e com isto, compram, vendam e produzam mais. Mas, em tempos de pandemia, parece que a resposta ao rebaixamento da taxa básica de juros não está sendo tão rápida. De qualquer sorte, o Brasil começa a se alinhar ao que vem acontecendo no mundo desde a crise de 2008, quando as taxas de juros nos mercados centrais começaram a cair.

Se há uma coisa que deverá redefinir os níveis do preço do dinheiro no Brasil, além da pressão parlamentar, será a pandemia de Covid-19. Não há como, no pós-crise, se insistir num rentismo desenfreado, que faz muito mal ao lado real da economia. Se, no pós-pandemia, o sistema bancário insistir em vender dinheiros em patamares nos níveis anteriores à crise pandêmica, será demonstrado que as elites financeiras estão pouco se lixando para os estamentos sociais menos favorecidos.

Atualmente, com o rebaixamento da Selic, o setor que deverá ser logo impactado será o da construção civil, que utiliza três fontes de recursos para financiamento: o SBPE, o FGTS e o FAR. Sendo que, a fonte mais acionada é o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A poupança, com a Selic em patamares abaixo de 8,5% ao ano, tem sua rentabilidade mudada para 70% da Selic, que atualmente é igual a de 1,4% ao ano. Neste patamar, até o FGTS é mais rentável do que a poupança. Se persistir a queda da Selic e se deixarmos de lado a perigosa cultura do rentismo, mesmo da poupança que normalmente socorre aos mais pobres, logo haverá um boom da construção civil. O que possivelmente deverá acontecer nos próximos dias, para que o fluxo da poupança engorde mais este fundo, é que o governo federal deverá novamente alterar a remuneração dos depósitos da caderneta de poupança.

Por fim, para que haja mais operações passivas no âmbito do SFI/SFH, ou que seja, para que os bancos captem mais recursos na poupança e faça mais empréstimos para a aquisição ou produção de unidades habitacionais, será mister que haja um equilíbrio entre a rentabilidade da operação passiva e a rentabilidade da operação ativa. Não adianta os bancos captarem a “TR + 70% da Selic” e emprestarem a “TR + 9% ao ano”, estes dias estão contados. Talvez a queda sistemática da Selic desenhe o início da recuperação econômica, mas, desde que aconteça algo que só se vê nos livros de microeconomia, a saber: – o Ceteris Paribus.

Vaner Corrêa é conselheiro do Corecon-ES

ES Brasil Digital

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