24.9 C
Vitória
domingo, 23 junho, 2024

Há dúvidas sobre consistência do arcabouço, diz Campos Neto

O banqueiro central lembrou que os questionários pré-Copom mostraram uma piora da percepção dos agentes sobre a situação fiscal

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a falar que a desindexação do Orçamento federal seria um passo importante, com choques positivos no contexto do futuro do arcabouço fiscal. Campos Neto citou a discussão ao mencionar que existe um “grande questionamento” do mercado sobre a consistência das novas regras fiscais ao longo do tempo.

“Temos falado bastante, o governo fez esforço enorme com arcabouço, passou várias medidas no Congresso. Existe um questionamento grande sobre a consistência ao longo do tempo do arcabouço criado. Vi recentemente o governo falando em tentar endereçar essas inconsistências – por exemplo (mudar) a vinculação de saúde e educação, indexação do salário mínimo – com bons olhos, seria um choque positivo importante se pudesse ser feito”, repetiu Campos Neto, que participou nesta sexta-feira de evento da Monte Bravo Corretora, em São Paulo

- Continua após a publicidade -

O banqueiro central também lembrou que os questionários pré-Copom mostraram uma piora da percepção dos agentes sobre a situação fiscal, embora a piora numérica na Focus tenha sido pequena.

“O que os agentes econômicos fazem é tentar estimar como vai ser essa convergência dessa dívida para frente. Quando se olha os questionários, apesar de não ter visto piora numérica no Focus, teve até uma pequena, 79% dos agentes acham que a situação fiscal piorou. Então imagina que isso pode ter explicado parte desse aumento do prêmio de risco na parte longa”, disse ele.

Campos Neto ainda comentou sobre a taxa de juros real, que é classificada por muitos no Brasil como muito alta, mas observou que o Brasil tem melhorado sua posição na comparação com outros ciclos econômicos, reduzindo a posição em relação a outros países.

Ele defendeu também que é importante pensar no esforço monetário – traduzido pela diferença entre a taxa de juros real e a taxa de juros real neutra. “Quando se faz essa comparação, vemos que o Brasil não está na ponta de cima, está mais na ponta de baixo”, disse. Com informações de Agência Estado

Entre para nosso grupo do WhatsApp

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Matérias relacionadas

Continua após a publicidade

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 221

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Vida Capixaba

- Continua após a publicidade -

Política e ECONOMIA