Sri Lanka: número de mortos sobe para 290

Foto: Ishara S. Kodikara/AFP

De acordo com a segurança local, oito atentados foram registrados no país no domingo de Páscoa

Após os atentados registrados no Sri Lanka nesse domingo (21), o número de mortos subiu para 290, de acordo com a polícia local. Além disso, 500 pessoas ficaram feridas nos ataques que atingiram três igrejas e quatro hotéis no domingo de Páscoa.

O governo do país decretou estado de emergência a partir da meia-noite (15h30 de Brasília) e bloqueou as mídias sociais para que não circulem notícias falsas sobre os atentados.

Segundo o porta-voz do governo, Rajitha Senaratne, há 14 dias o serviço de inteligência havia detectado que os ataques aconteceriam e acredita-se que eles tenham tido ajuda estrangeira, por isso será solicitada a ajuda de entidades internacionais para ajudar na investigação.

Até o momento 24 pessoas foram detidas. A polícia local também encontrou 87 detonadores de bombas na principal estação rodoviária da capital do Sri Lanka, Colombo, nesta segunda-feira (22).

A polícia local investiga ainda os motivos dos atentados. – Foto:
Lakruwan Wanniarachchi / AFP

De acordo com a Reuters, a explosão em uma van ocorreu perto de uma das igrejas que já tinha sido alvo de ataque no domingo. O governo do Sri Lanka decretou um dia de luto nacional para essa terça-feira (23).

O governo local acredita que a maioria das vítimas sejam cidadãos do Sri Lanka. Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores do país acredita que 35 estrangeiros estão entre os mortos.

Ataques

Oito explosões foram registradas na capital do Sri Lanka, Colombo, e nas regiões de Katana e Batticaloa por volta das 8h45 (0h15, no horário de Brasília) de domingo (21). O país não registrava um cenário como esse desde o fim da guerra civil há 10 anos.

Os hotéis cinco-estrelas Shangri-La, Kingsbury, Cinnamon Grand e um quarto hotel, todos em Colombo foram atingidos, além de três igrejas onde ocorriam missas de Páscoa. Uma explosão em um complexo de casas também foi contabilizado.

Os familiares expressam suas emoções por conta das vítimas. – Foto: Dinuka Liyanawatte / Reuters

De acordo com o G1, as autoridades acreditam que os ataques foram suicidas e que tenham sido causados por militantes do Estado Islâmico que retornaram do Oriente Médio.

Um explosivo caseiro foi encontrado e desabilitado pela Força Aérea no aeroporto de Colombo e enquanto a polícia buscava por suspeitos ocorreu uma perto do zoológico, no sul de Colombo, e outra no distrito de Dematagoda, que deixaram três policiais mortos.

Mídias sociais

A fim de evitar notícias falsas acerca dos atentados, o governo do Sri Lanka solicitou o bloqueio das mídias sociais a rede de monitoramento NetBlocks. A empresa informou que esta não é a primeira vez que as mídias sociais são bloqueadas. Em março de 2018, episódios de violência foram registrados e o procedimento foi realizado.

A medida foi adotada temporariamente para acalmar tensões no período de investigações. O governo deseja evitar que boatos alimentem discursos de ódio e gerem mais violência.

A rede informou, ainda, que muitas pessoas reclamam do bloqueio, pois não poderão se comunicar com familiares e nem saber a situação de parentes e amigos após os ataques.

*Da redação com informações de agências

 

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