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Ataques cibernéticos: 85% dos brasileiros já foram vítimas

Foi o que revelou pesquisa internacional

Uma alta porcentagem dos brasileiros, 85%, já foi vítima ou conhece alguém que tenha passado por pelo menos um tipo de fraude cibernética. É o que aponta os resultados da 14ª edição do Unisys Security Index™, estudo global que mede anualmente as percepções dos consumidores com segurança em quatro categorias: segurança nacional, financeira, na internet e pessoal.

Entre as respostas, o recebimento de e-mails não solicitados (spam) ou com golpes (phishing) foram os mais citados (54% e 42%, respectivamente) pelos brasileiros. Na sequência, fraude com cartão bancário (39%), mensagens falsas no WhatsApp (36%) e roubo de identidade (19%) aparecem com as maiores incidências.

Esse alto número de ocorrências se reflete na preocupação dos brasileiros com roubo de identidade e fraudes bancárias, com 76% e 75% dos entrevistados apontando estar muito ou extremamente preocupados com esses temas, respectivamente. A maioria dos participantes também relatou séria preocupação com ataques de hackers e vírus cibernéticos (69%) e com a segurança das compras on-line (65%).

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Outros destaques dos resultados no Brasil incluem a percepção dos respondentes sobre estratégias de governo digital para proteção de dados pessoais, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e criação do Documento Nacional de Identidade (DNI).

Segundo o estudo 59% dos brasileiros estão apenas um pouco confiantes de que a LGPD vai garantir a segurança de seus dados mantidos por empresas e governos. Já 69% deles acreditam que ter um registro de identificação unificado (DNI) melhoraria a segurança dos dados pessoais.

“O Unisys Security Index de 2019 mostra que a sensação de insegurança está aumentando no Brasil dentro das quatro áreas de análise da pesquisa. Notoriamente, os níveis de preocupação com ameaças online são os mais altos e acompanham o grande número de vítimas de ataques cibernéticos nos últimos anos. Esses resultados enfatizam que a proteção de dados ainda não é uma questão estabelecida no Brasil e que precisa ser repensada por governos, empresas e consumidores”, comenta Eduardo Almeida, presidente da Unisys para América Latina.

O Unisys Security Index™ 2019 entrevistou mais de 13 mil consumidores em 13 países, incluindo mais de mil respondentes no Brasil, entre fevereiro e abril de 2019.

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