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Anvisa alerta sobre crescimento de pelos em bebês expostos ao minoxidil

A principal hipótese é de que esses bebês tenham sido expostos acidentalmente por meio do contato pele a pele

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um alerta nesta terça-feira, 15, sobre o risco de crescimento anormal de pelos em bebês expostos ao minoxidil, medicamento usado no tratamento da alopecia androgenética – popularmente conhecida como calvície – em homens adultos.

Apelidada de “síndrome do lobisomem”, a condição médica é chamada oficialmente de hipertricose. Em dezembro de 2024, o Centro de Farmacovigilância de Navarra, na Espanha, emitiu um alerta sobre o assunto. O departamento estatal descobriu que bebês que conviviam com pais usuários do medicamento na versão loção tinham risco de desenvolver a condição médica. Os espanhóis encontraram 11 casos de bebês em fase de amamentação que apresentaram hipertricose.

A principal hipótese é de que esses bebês tenham sido expostos acidentalmente ao minoxidil por meio do contato pele a pele ou até por via oral, ao encostarem a boca na pele de um adulto que utiliza o produto. Os sintomas desapareceram com a suspensão do uso do medicamento pelo familiar.

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A Anvisa solicitou que os detentores do registro do minoxidil incluam nas bulas informações sobre o risco de hipertricose em bebês após exposição ao medicamento. “Recomenda-se cautela para garantir que os bebês não entrem em contato com locais onde o produto foi aplicado”, cita a agência, em nota.

“Profissionais de saúde devem orientar os pacientes a evitar que crianças tenham contato com as áreas onde o medicamento foi aplicado e lavar as mãos após a aplicação. Pacientes que utilizam minoxidil e têm contato frequente com crianças devem procurar um médico caso percebam um crescimento excessivo de pelos nas crianças”, recomenda.

 

O que é o minoxidil?

O minoxidil é um medicamento desenvolvido na década de 1970 para tratar hipertensão arterial, mas que ficou conhecido pelo efeito colateral de estimular o crescimento de pelos. Com isso, passou a ser utilizado também contra a calvície, principalmente na forma tópica, que é considerada segura por especialistas. Já o uso oral, embora indicado por alguns médicos, ainda desperta controvérsias. Isso porque o medicamento poderia causar efeitos colaterais que vão além do crescimento dos fios. Cabe destacar que o minoxidil oral não tem registro na Anvisa para aplicação contra a calvície.

Apesar de não se saber com exatidão como o minoxidil atua, estudos indicam que ele age diretamente nos folículos capilares, prolongando a fase de crescimento dos fios. Isso ajuda a retardar a progressão da calvície e melhorar a densidade capilar, embora não reverta completamente a condição.

A recomendação do uso depende de avaliação médica, que pode indicar o tratamento em casos de alopecia androgenética. O tratamento deve ser contínuo: ao interromper o uso, a tendência é que a queda de cabelo retorne ao padrão anterior. (Agência Estado)

 

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