24.1 C
Vitória
terça-feira, 7 julho, 2020

Ainda colocando os pingos nos is

Leia Também

Bolsonaro afirma que está com a covid-19

Com 65 anos, o mandatário faz parte do grupo de risco da doença. O resultado foi confirmado após o chefe do Planalto ter apresentado febre no dia anterior.

Ministérios defendem venda de refinarias após Congresso pedir bloqueio

Pastas da Economia e de Minas e Energia emitiram nota. Saiba mais!  A privatização de refinarias da Petrobras encontra aval em decisões recentes do Supremo...

Começam hoje inscrições para o Sisu

Pela 1ª vez, serão ofertadas vagas na modalidade a distância. Saiba mais! A partir de hoje (7), estudantes que participaram da edição de 2019 do...

SinoVac começa etapa final de testes da vacina contra covid-19

Empresa chinesa começa a selecionar voluntários neste mês. Saiba mais! A chinesa SinoVac está iniciando os testes da fase 3 de sua potencial vacina contra...

O Brasil tem um sistema de saúde pública universal, que está cerceado pela má gestão, prevaricação e impunidade

Estamos diante um novo contexto. E se mudou o contexto, é preciso mudar os parâmetros. Mas não é o que se vê nas falas e atitudes dos tomadores de decisão no Brasil. O que explica a hesitação quanto ao que fazer?

Primeiro, porque ainda se está raciocinando com parâmetros da conjuntura pre-COVID-19. Segundo, porque os tomadores de decisão não estão usando o bom sendo, nem pensando no âmbito coletivo. Se o fizessem, já teriam assumido que os efeitos negativos da epidemia da COVID sobre a economia são muito mais explicados pela ineficiência e improbidade dos gestores do SUS do que pela queda de demanda devido ao isolamento. E na sequência, agiriam para corrigir o erro.

O Brasil tem um sistema de saúde pública universal, que está cerceado pela má gestão, prevaricação e impunidade. Um tripé que fez do SUS em um gigante com pés de barro. Lamentável, haja vista a importância de tal sistema, e a grandeza da iniciativa por instituí-lo.

Se os entes públicos gerissem esse sistema segundo os parâmetros do bom senso, da probidade administrativa, e da mentalidade coletiva – que é o comportamento que lhes cabe – o Brasil teria um sistema de saúde pública sanitária eficiente e com escala para enfrentar epidemias virais como a COVID-19; que o permitiria adotar um padrão de isolamento que não inviabilizasse o processo produtivo.

Fotografia – Agência Brasil

Como não é essa a realidade, foi necessária uma dimensão de isolamento maior, que levou à paralisação da economia. Ou seja, a recessão é mais subproduto das insuficiências do sistema sanitário para atender os infectados do que das respostas do mercado à epidemia.

Os erros da gestão do SUS comprometeram a integralidade da prestação do serviço. Esse comprometimento limitou sua capacidade de atender os infectados pelo vírus; que tornou o isolamento vertical e horizontal o único meio capaz de evitar o contágio.

Como um erro não conserta outro, a solução para controlar o contágio paralisou a economia. Resumindo, os atuais problemas econômicos e sanitários brasileiros são consequências dos erros das escolhas públicas do País.

O atenuante é que essa realidade se mostrou presente na maioria dos países – negligência com política sanitária não é exclusividade de Brasil. É sistêmica. O que não precisa ser sistêmica são as escolhas públicas erradas – como as da gestão do SUS.

Precisa melhorar a alocação de recursos, e recorrer aos mecanismos de controle e punição previstos por lei, para expurgar a ineficiência e a improbidade e dar espaço para a eficiência e a probidade que o funcionamento adequado de um sistema de saúde universal requer.

Na sequência o aumento da demanda por bens e serviços médicos/hospitalares, e o investimento em saneamento básico desencadearão demandas por insumos para produzi-los; que gerarão oportunidades de empregos; que gerarão renda; que gerará demanda por bens de consumo; que gerará produção de bens de consumo; que gerará demanda por investimentos; que ampliará a capacidade para produzir e restituirá o crescimento econômico. O efeito multiplicador dos gastos públicos impulsionará a economia.

A gestão da saúde pública fazendo o dever de casa – bom senso, probidade administrativa e pensar no coletivo – deixará de ser entrave e passará a ser solução para o crescimento. Os cidadãos-contribuintes brasileiros agradecemos.

Arilda Teixeira é economista e professora da Fucape Business School

Continua após a publicidade

ES Brasil Digital

esbrasil_177
Continua após publicidade

Fique por dentro

Planejamento e pesquisa ajudam microempresa a ter crédito na pandemia

Cooperativas, fintechs e empresas individuais emprestam a juros baixos. Saiba mais! Um dos principais gargalos para os negócios de pequeno porte durante a pandemia da...

Caixa deposita saque emergencial do FGTS para nascidos em fevereiro

Valor será creditado nesta segunda-feira (6) pelo banco. Confira! A Caixa inicia, nesta segunda-feira (29), o pagamento do saque emergencial do Fundo de Garantia do...

O que fazer se entregou a declaração de imposto de renda com erro?

O prazo para a entrega do IRPF na última terça-feira (30). Contudo, muitos continuam preocupados pois descobriram que cometeram erros na hora do envio e querem saber como ajustar o documento.

O exemplo cooperativista para enfrentar crises

O cooperativismo é uma forma cada vez mais eficaz para avançar em momentos de crise, ainda mais num mundo que se desenha cada vez mais colaborativo.

Vida Capixaba

Webinar aborda a construção em aço na era da Indústria 4.0

A webinar “Construção em aço na era da Indústria 4.0”, que será realizada nesta quinta-feira (09), a partir das 17 horas.

Como fica o tempo nesta semana no Espírito Santo? Veja!

De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a previsão é de poucas nuvens e sem chuvas nas regiões capixabas.

Marcos Caruso é o homenageado do 3º FestCine Pedra Azul

O ator reúne em seu extenso currículo 16 filmes, 26 novelas, 28 espetáculos de teatro e a participação em minisséries e produções especiais para televisão, além de trabalhos como diretor, dramaturgo e roteirista.

Vila Velha renova contrato de bicicletas compartilhadas

O Bike VV foi renovado por mais três anos e o horário de empréstimos das bicicletas ampliado para 24 horas.
Continua após publicidade