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Agência Estadual emite “Estado de Alerta” devido à estiagem

Medida acontece após a baixa vazão nos principais rios e cursos d’água sob domínio do Espírito Santo

Por Kebim Tamanini

A Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) do Espírito Santo emitiu uma resolução de alerta nesta sexta-feira (08/12) devido à estiagem prolongada e à baixa vazão nos principais rios e cursos d’água. Os casos mais críticos estão concentrados na Região Norte do Estado, onde, além de Jaguaré, que iniciará o racionamento de água na próxima semana, São Gabriel da Palha estuda a possibilidade de adotar a mesma medida.

A situação em São Gabriel é gerenciada pela Prefeitura, que, caso não haja chuvas nos próximos 10 dias, considera inevitável a implementação do racionamento. O nível do rio São José, responsável pelo abastecimento da cidade, tem diminuído um centímetro por dia nos últimos dois meses.

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Em Jaguaré, diante dos baixos níveis de vazão nos rios São Mateus (apenas 2%) e Rio Doce (17% do ideal), a Prefeitura decidiu programar o racionamento para começar na próxima quarta-feira (13/12), das 20h às 23h.

O diretor-presidente da Agerh, Fábio Ahnert, destacou em coletiva de imprensa nesta semana que a região Norte capixaba enfrenta uma situação mais crítica em comparação à Grande Vitória. “O estado de alerta será decretado. Com isso, algumas medidas que eram recomendações passam a ser obrigatórias”, enfatizou.

A resolução que declara o Estado de Alerta foi motivada pela persistência da escassez hídrica, mesmo após o Espírito Santo ter sido colocado em “Estado de Atenção” em 22 de novembro. Essa mudança implica em medidas mais rigorosas para a economia e uso racional da água. Veja na íntegra a resolução 003/2023.

Principais mudanças recomendadas

A Agerh alerta sobre as atividades que devem ser realizadas com menor frequência por parte das pessoas e prefeituras:

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– Lavagem de vidraças, fachadas, calçadas, pisos, muros e veículos com o uso de mangueiras;

– Irrigação de gramados e jardins;

– Resfriamento de telhados com umectação ou sistemas abertos de troca de calor;

– Umectação de vias públicas e outras fontes de emissão de poeiras, exceto quando a fonte for o reuso de águas residuais tratadas.

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