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segunda-feira, 17 junho, 2024

Acesso de idosos a serviços digitais é limitado em planos de saúde

Não há uma política comum das cooperativas voltada à inclusão digital das faixas etárias acima de 60 anos

Por Anderson Neto

O número de idosos com planos de saúde médico-hospitalares no Espírito Santo atingiu a marca recorde de 165,5 mil em 2023. O crescimento foi exponencial no período, com alta de 44,6%, entre 2013 e 2023. Porém, a digitalização cada vez maior dos processos administrativos e de atendimento, que auxilia grande parte dos usuários, tem efeito contrário em alguns casos nas faixas etárias acima de 60 anos.

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De acordo com dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), entre dezembro de 2013 e dezembro de 2022, o total de beneficiários com 60 anos ou mais passou de 5,7 milhões para 7,2 milhões. O dado representa um crescimento de 26,6% no período.

Segundo estudo feito pelo Sesc-SP e pela Fundação Perseu Abramo, em 2020 cerca de 81% dos idosos sabem o que é a internet, contra 63% em 2006. Dentre os que sabem o que é a rede mundial de computadores, 23% “usam sempre”; 20% “usaram algumas vezes”; e 38% “nunca usaram”. Já em relação a aplicativos e redes sociais, 62% dos idosos afirmam que “nunca usaram” redes sociais; e 72% “nunca usaram” aplicativos.

Planos

Não há uma política comum estabelecida pelos planos de saúde no Estado voltada à inclusão digital das faixas etárias acima de 60 anos. A Medsênior informa que mantém um Laboratório de Inovação – o MilSênior-, que se dedica a construir, pesquisar, apoiar a desenvolver soluções para atender ao público idoso.

“A questão da acessibilidade e da usabilidade dos recursos tecnológicos é importante para nós. Não se trata apenas de oferecer tecnologia. É inserir a tecnologia na vida desse paciente, de seu cuidador. É prepará-lo para que esses recursos sejam seus aliados em prol de uma vida melhor”, informa o diretor do MilSênior, Thiago Maia.

Além de desenvolver ações diretas, o MilSênior trabalha para incentivar a construção de um ecossistema de start-ups focadas em soluções para o público idoso, por meio da ABStartups, entidade que reúne mais de sete mil startups em todo o País.

“Vivemos um contexto de envelhecimento populacional. A pirâmide etária no Brasil já tem nova configuração. É fundamental esse olhar atento para as demandas desse público. Afinal, queremos uma população que viva mais, mas que também viva melhor. Isso passa por coisas aparentemente simples como ter teclas maiores em celulares ou letras maiores nos rótulos de produtos”, considera Thiago.

A Unimed Sul informou que mantém atenção especial ao público idoso. Os clientes com 60 anos ou mais têm acesso a um sistema integrado de atenção à saúde e de acompanhamento constante por meio de uma equipe multiprofissional, sem custos adicionais ao plano.

Chamado de Idoso Bem Cuidado, o programa tem como objetivo desenvolver ações que estimulem o autocuidado e a prevenção de doenças ou complicações de doenças já existentes.

A assessoria informou ainda que a empresa também oferta oficinas com temas voltados à tecnologia, que estimulam o aprendizado não só junto aos canais de comunicação com a cooperativa, mas em redes sociais, promovendo a socialização do grupo.

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