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quinta-feira, 18 abril, 2024

A Última Sessão de Freud chega ao Teatro da Ufes no fim de semana

Assistido por mais de 80 mil pessoas, espetáculo terá sessões nesta sexta (5), sábado (6) e domingo (7), no Teatro UFES

Dois grandes intelectuais que moldaram o pensamento científico, religioso e filosófico do século XX discutem a existência ou não de Deus em meio ao avanço da Segunda Guerra Mundial, que traz desamparo e insegurança para o futuro da humanidade. Essa é a premissa de A Última Sessão de Freud, peça que retrata um encontro entre o neurologista austríaco e C. S. Lewis, e terá quatro sessões em Vitória, entre sexta (5) e domingo (7).

A peça será encenada às 20h desta sexta (5) e sábado (6) e às 17h de sábado (6) domingo (7), no Teatro da Ufes, com ingressos a partir de R$ 60,00 (meia), no Lebillet. No espetáculo assistido por mais de 80 mil espectadores em diversas apresentações, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, debate com C.S. Lewis, escritor e crítico literário, questões existenciais como a crença em Deus e o sentido da vida e a natureza humana.

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Em seu gabinete na Inglaterra, após se exilar para fugir da perseguição nazista na Áustria, Freud levanta a questão do por quê um ex-ateu e brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode nas palavras do personagem, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa”, tornando-se um cristão convicto.

O embate verbal entre Freud, crítico da crença religiosa, e Lewis, defensor da fé baseada na razão, é conduzido por Odilon Wagner e Marcello Airoldi, com performances que envolvem o público com humor, sarcasmo e ironia. Dirigida por Elias Andreato, a peça segue o texto de Mark St. Germain, baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School Dr. Armand M.Nicholi Jr.

Para o diretor Elias Andreato, Mark St. Germain escreveu para o público médio-americano, com a intenção de tocar o coração dos espectadores discutindo a possibilidade de se crer ou nãose não crer.

“Ele consegue isso de uma maneira extraordinária. O público sai de lá refletindo sobre essas questões tão profundas e tão pertinentes ao ser humano, que é acreditar ou não na existência de Deus e acreditar também na ciência. Então, nesse sentido, a peça tem um poder catártico muito grande junto ao espectador”, comenta Elias Andreato.

De acordo com Elias Andreato, a questão da guerra é um fator muito determinante no encontro, porque impõe uma urgência e intensifica os extremismos, mas apesar da radicalidade, os personagens conseguem dialogar e refletir juntos sobre a existência a partir de pontos de vista divergentes.

“A guerra vem porque o pensamento absolutista é maior, não há o intercâmbio, não há o diálogo, e os dois personagens, diante da guerra, sentados com opiniões diferentes, conseguem conviver de uma forma civilizada, sem se violentar. Então acho que o autor coloca isso, que independente das circunstâncias que vivemos, é possível ter opiniões diferentes e nos respeitar”, compreende o o diretor do espetáculo. 

O cenário onde a trama se desenvolve é assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor cenário), reproduz fielmente o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos na Inglaterra, a partir de 1939. Além disso, a trilha sonora elaborada por Raphael Gama e a iluminação de Nádia Hinz contribuem para proporcionar ao público uma imersão na atmosfera da época.

O espetáculo em Vitória marca a estreia do ator Marcello Airoldi no papel de C. S. Lewis “Estou entrando no projeto agora, eles já estão há dois anos com essa peça, então eu estou muito feliz por atuar em um espetáculo tão importante nessas últimas temporadas aqui em São Paulo e por onde passou, arrebatou o público”, expressou o ator. 

Marcello Airoldi compartilhou que sua preparação para interpretar o personagem partiu da relação de oposição, pensamentos e contradições entre a perspectiva analítica de Freud e a teológica de C.S. Lewis.

“Em um primeiro momento, parece ser um diálogo razão versus paixão, Freud razão, Lewis paixão. No entanto, ambos vão se revelando dois homens que têm razão no que dizem e são apaixonados também. Os dois se parecem, de alguma forma, por conta da inteligência e desse debate humano, acadêmico, mas ao mesmo tempo apaixonado e também fora do comum”, compreende o ator.

Para ele, apesar das semelhanças, especialmente no que se refere ao brilhantismo das ideias de Freud e C.S. Lewis, os personagens se diferenciam por viverem momentos distintos. “Enquanto Freud está no final de sua vida, enfrentando uma doença, Lewis oferece um contraponto por ainda ter um brilho nos olhos, uma paixão. Até pela postura cristã dele, em oposição a um homem que está sofrendo muito, fisicamente, inclusive”, completa Marcello Airoldi. 

Assista ao vídeo promocional da peça a seguir:

Serviço

A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain
5 a 7 de Abril – Sexta às 20h, sábado às 17h e 20h e domingo, às 17h
Teatro da Ufes – Av. Fernando Ferrari, 514 -, Goiabeiras, Vitória
A partir de R$ 60,00 (meia), no Lebillet 
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 615 lugares
Acessibilidade: sim (exceto mezanino)

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