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quinta-feira, 21 janeiro, 2021

A importância da ciência capixaba para enfrentar a Covid-19

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Foto: D3sign/Getty Images/Reprodução

A Fapes já realizou dois eventos on-line para mostrar à sociedade alguns dos projetos em desenvolvimento e seus resultados preliminares

Por Denio Rebello Arantes

Em meados de março de 2020, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) começou a receber, por meio eletrônico, as prestações de contas de quem recebe bolsas ou coordena projetos apoiados pelo Órgão. Mal sabíamos que essa nova função, possibilitada pela plataforma de processos eletrônicos do Governo do Estado, o e-Docs, veio para ficar e o que era para ser um avanço pontual se tornou o habitual, o normal, a regra.

A pandemia da Covid-19 nos desafiou, e muito, a buscar soluções para enfrentá-la e superar seus efeitos. Por isso, o trabalho desenvolvido pela Fapes tem sido tão importante para a comunidade acadêmica e a inovação neste período. Já no dia 03 de abril foi aberto o cadastro de iniciativas capixabas, como a produção de álcool em gel e outros insumos de uso emergencial, realizada por instituições e empreendedores, no combate ao novo Coronavírus – e que seria o embrião da chamada pública lançada no mesmo mês –, para manter as autoridades estaduais informadas sobre as potencialidades do Estado.

Como a resposta da sociedade foi muito intensa, o Governo do Estado decidiu destinar ao edital o total de R$ 3 milhões para apoiar 34 projetos, incluindo novos testes, equipamentos e outras pesquisas em diversas áreas do conhecimento. Inclusive, a Fapes já realizou dois eventos on-line para mostrar à sociedade alguns dos projetos em desenvolvimento e seus resultados preliminares, sendo que o último foi o encerramento da Semana Estadual de Ciência & Tecnologia, no dia 27 de novembro.

A atenção da Fapes ao comportamento da pandemia superou o investimento direto em projetos e abarcou também: a criação do auxílio-conclusão para bolsistas de mestrado e doutorado prejudicados com atrasos provocados pela pandemia; a prorrogação de prestação de contas de vários projetos; a transferência de R$ 1 milhão para o modernizar o que será o primeiro laboratório capixaba, com nível máximo de biossegurança, que também contará com recursos federais, e poderá ser usado para pesquisas microbiológicas como as que envolvem o novo Coronavírus; e o lançamento de mais um edital do programa de apoio a pesquisas para melhorias no Sistema Único de Saúde, o PPSUS.

Mas, a medida que mais evidencia a importância do desenvolvimento científico e o papel fundamental das instituições de ensino na formação de recursos humanos é a publicação da Resolução 274 (e, anteriormente, a Resolução 266), que dá permissão a bolsistas da Fapes para atuarem na linha de frente no combate à Covid-19. Desde abril, a Fapes recebeu diversos pedidos de interessados que viram a oportunidade de usar o conhecimento adquirido na academia em prol da sociedade.

Apesar das dificuldades, foi nítido perceber a importância das parcerias surgidas espontaneamente e da atuação das instituições de ensino e pesquisa que, desde o início das medidas de distanciamento social, já estavam se articulando para contribuir no enfrentamento da pandemia no País. Ficou evidente também o papel fundamental das entidades como a Fapes, que realizam o fomento à pesquisa e à inovação, com recursos públicos para estimular o surgimento de soluções que beneficiem toda a população.

A lição que estamos aprendendo é que não se pode dar as costas à ciência nos momentos de crise social, sanitária ou econômica, e que as opiniões de especialistas das mais variadas áreas do conhecimento devem ser levadas em consideração não só pelo poder público, mas também por toda a sociedade. É a diversidade de opiniões e a junção de esforços na ação concreta que nos levará a superar este difícil momento e possibilitará a construção de um futuro com maior igualdade para além da pandemia.

Denio Rebello Arantes, atual diretor-presidente da Fapes. É professor do Ifes, onde foi reitor de 2009 a 2017 

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