É necessário planejamento, definição de objetivos e estratégias de longo prazo, segundo especialistas, que explicam como lidar com a carteira de investimentos
Por Amanda Amaral
Quando o assunto é mercado financeiro, muita gente fica em dúvida sobre como montar a carteira de investimentos. A tolerância ao risco, o perfil do investidor, um bom planejamento financeiro, reserva de emergência, entre outras iniciativas, estão entre as dicas para quem quer investir melhor.
Para Michele Mega, especialista em estratégias financeiras inteligentes e sócia da Conecta Invest, não é a quantia que faz a diferença imediata, mas sim o tempo e a constância. Uma dica dela é sobre os juros compostos, que funcionam como uma espécie de magia matemática, em sua opinião.
“Quanto mais cedo você começa, mesmo com valores pequenos, mais o dinheiro cresce sobre si mesmo ao longo do tempo. Por exemplo, é como plantar uma árvore hoje para colher uma floresta amanhã. No fundo, é sobre dar o primeiro passo com o que você tem agora e deixar a matemática do tempo fazer o resto. E temos opções de investimentos a partir de mil reais por mês”, destaca.
Diversificação da carteira
Para Cecília Perini, sócia e líder da XP, destaca a necessidade de um planejamento financeiro. “O maior risco para o investidor não está necessariamente na oscilação de mercado de curto prazo, mas em não alcançar sua meta financeira de longo prazo. Mais importante do que fugir dessa volatilidade é garantir que sua carteira esteja alinhada ao seu plano. A política de investimentos, definida a partir do planejamento financeiro, é uma bússola que deve orientar de forma mais precisa, qual é a carteira ideal que torna planejamento financeiro mais viável”, explica.

Com o planejamento é possível quantificar melhor o desafio de quanto poupar, por quanto tempo e qual a rentabilidade que precisa buscar. A partir daí, conhecer seu perfil de investidor é essencial – quais riscos assumir para atingir os objetivos financeiros? Nesse ponto, é preciso entender sua experiência com investimentos (ou a falta dela), nível de conhecimento sobre ativos e produtos financeiros e seus aspectos comportamentais, que influenciarão na tomada de decisão em situações apresentadas pelo mercado).
“Diversificar não é espalhar por espalhar — é equilibrar os riscos. Mesmo investidores conservadores precisam diversificar a carteira de investimentos, com o ativo certo, no tamanho ideal, e dentro de um plano”, comenta a líder da XP.
Manutenção do foco
Outro ponto essencial é ter clareza sobre qual o horizonte de tempo para aquele investimento. “O investidor que tem objetivos de longo prazo, mas acompanha de perto as oscilações dos preços dos ativos corre o risco de perder o foco na sua meta final. “O mercado oscila, mas os objetivos de longo prazo permanecem e podem ser atingidos se o portfólio foi bem elaborado”, afirma.
Outra dica da Cecília é montar uma reserva de emergência, que serve como um colchão de liquidez, garantindo que você esteja mais preparado para imprevistos e não comprometa seu planejamento financeiro de longo prazo.

Outro ponto importante deve ser a disciplina em poupar recursos periodicamente, realizando aportes de forma recorrente, para que o sucesso financeiro a longo prazo seja alcançado sem precisar depender tanto de cenários macroeconômicos e/ou de buscar sempre retornos muito elevados, consequentemente tomando mais riscos. Por fim, é importante revisar periodicamente a carteira de investimentos, especialmente quando há mudanças em nossa vida que impactem o planejamento financeiro ou mudanças no cenário econômico. “Investir não é sobre adivinhar o futuro, mas sobre estar preparado para ele”, conclui Cecília Perini.
Confira dicas para investir melhor no mercado financeiro:
- Tenha clareza sobre seu horizonte de investimento;
- Faça um planejamento financeiro para uma carteira alinhada aos seus objetivos;
- Descubra seu perfil como investidor, quais riscos assumir para atingir os objetivos financeiros;
- Diversifique a carteira de investimentos equilibrando riscos;
- Tenha uma reserva de emergência;
- Poupe recursos periodicamente, realizando aportes de forma recorrente;
- Revise periodicamente a carteira de investimentos, especialmente, quando há mudanças na vida pessoal que impactem o planejamento financeiro ou mudanças no cenário econômico.
Fonte: XP.

