10 coisas que você precisa fazer para manter seu negócio

Especialistas apontam passos fundamentais para driblar a crise e manter-se no mercado

Driblar a crise e manter vivo o negócio próprio é o desafio dos empreendedores no momento atual. E, para enfrentar a conjuntura desfavorável, é preciso, mais do que nunca,  planejamento e dedicação. Para fidelizar o público, além da qualidade de serviços e produtos ofertados e de investimento na imagem, são necessárias diversas outras ações, como inovar constantemente, reduzir custos, avaliar o mercado, evitar endividamento e, claro, atender bem ao cliente.
Diante disso, como salvar e manter seu negócio em outras áreas em época de tantas adversidades? Como é possível resguardá-lo? Momentos de crise como o que atravessamos apontam focos de ineficiência. Em contrapartida, observando em uma ótica mais positiva, podem ser uma oportunidade para avançar.  Elencamos 10 medidas capazes de salvar a sua atividade para sobreviver bem nesta época de dificuldade.

1 Otimizar a gestão
É imperativo fazer uma busca minuciosa sobre os procedimentos tanto internos quanto externos da gestão da empresa.
Assim, para o diretor técnico do Sebrae-ES, Benildo Denadai, deve-se rever os processos adotados para otimizar resultados, mantendo um controle contínuo do desempenho de todos esses indicadores. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, acredita ser necessário que o empresário olhe para dentro do seu negócio e busque a eficiência, ou seja, fazer mais e melhor com menos.
Professora da Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças (Fucape) e doutora em Economia, Arilda Teixeira afirma que a organização precisa, antes de tudo, sobreviver, identificando os obstáculos interiores e exteriores. Durante esse processo, frisa, é possível apontar as opções para diferenciação e/ou diversificação dos bens ou serviços que permitirão conquistar maiores participações nos mercados e fôlego para um novo ciclo de crescimento.

2 Identificar pontos críticos
Como a crise está interferindo no setor no qual a empresa está inserida? Como o segmento é influenciado na região de atuação da companhia? Essas são questões a serem respondidas pelo empreendedor.
É relevante tentar atacar os nichos de mercado que estão sofrendo menos com a crise, focando estratégias, produtos e/ou serviços que sejam menos sensíveis em cenários de contração de renda, de acordo com o especialista em economia Bruno Funchal.
Para Arilda Teixeira, neste momento de recessão, a indústria do turismo mereceria mais atenção. “Ela certamente seria uma alternativa para puxar a retomada do crescimento. Explorar uma vantagem competitiva é sempre a solução para impulsionar o desenvolvimento. Basta trabalhar para construir as condições para o seu funcionamento perene e sustentável”, comenta.

3 Aproveitar nichos de mercado
É preciso identificar os nichos de mercado menos impactados pela crise, como o que ocorre com o setor de cosméticos, perfumaria e higiene, aqui no Espírito Santo, lembra o economista e integrante do Conselho Regional de Economia (Corecon), Ricardo Paixão. Para se manter em níveis satisfatórios, o segmento busca parcerias com fornecedores, adota uma política de fidelização dos consumidores, realiza contínuo treinamento das equipes e valoriza a gestão da marca, investindo em campanhas publicitárias e utilizando mídias específicas e focadas na área de atuação, cita o conselheiro.
De acordo com José Lino Sepulcri, da Fecomércio-ES, os momentos difíceis podem evidenciar algumas oportunidades, principalmente porque a análise e a visão do empresário ficam mais afinadas na busca de alternativas para a sobrevivência dos seus negócios.

4 Evitar grandes estoques
Bruno Funchal, que também integra a equipe de docentes da Fucape, ressalta que a quantidade de produtos armazenados também merece atenção. “Em períodos de juros altos, manter estoques elevados é muito caro.”
Ricardo Paixão também concorda. Para ele, é preciso atuar em um mix de produtos e serviços, fazendo um giro de mercadorias e mantendo um estoque adequado. Segundo José Lino, o melhor é realizar promoções para diminuir o volume de mercadorias e renegociar com os fornecedores.

5 Motivar e valorizar a equipe
Manter a equipe motivada e os talentos também é uma das alternativas para o momento atual, de acordo com o especialista no assunto Marcus Magalhães, diretor da Fecomércio.
Assim, o foco é ter clareza e olhar crítico em relação ao desempenho da equipe, se há excesso de funcionários e se a produtividade está satisfatória.
Para o consultor em economia Luiz Marcatti, o período de crise também é oportunidade para reunir todos os agentes, refletindo sobre o desempenho comercial e os processos desenvolvidos.

6 Expandir parcerias comerciais e operacionais
Economista e sócio-diretor de Vieira e Rosenberg Consultores Associados, Clóvis Vieira defende que é preciso expandir parcerias. Nesse aspecto, implementar novas formas de negócio é uma ação bem-vinda, assim como privilegiar a liquidez e inovar, tanto comercial como operacionalmente. Para ele, há evidências bem concretas de que o pior da crise foi superado, e os índices de confiança empresarial e de consumidores já captam esse otimismo que começa a despontar na sociedade. “A sensação que permeia o mercado é de que a inflação começa a marchar para o centro da meta e com isso o Banco Central pode iniciar o movimento de queda dos juros viabilizando assim a retomada do crescimento.”

7 Contar com os serviços de uma consultoria
Como é preciso identificar os gargalos e propor soluções para superar os problemas, uma consultoria especializada pode ajudar. O presidente do Corecon-ES, Eduardo Araujo,  complementa que, com o aporte da consultoria, é possível avançar no conhecimento do negócio para a tomada de decisões e ampliar a participação no mercado em que atua. “Muitos empreendedores alegam indisponibilidade de tempo para levantar informações, analisar dados e elaborar plano de ação”, observa.

8 Montar um planejamento financeiro
Para o consultor Luiz Marcatti, a redução do volume de vendas deve ser encarada como forma de estímulo para buscar novas alternativas. Reestruturar dívidas e estabelecer um planejamento financeiro também são dicas importantes para os empreendedores. É o momento de reduzir, parcelar e alongar a dívida, se for o caso, além de utilizar a eficiência da alocação de recursos para conquistar produtividade e competitividade.

9 Pensar “fora da caixa”
O presidente do Corecon faz diversas perguntas que, se forem respondidas e colocadas em prática, podem ajudar e muito os empresários nestes tempos. “Já pensou em renegociar os custos do aluguel ou dos produtos adquiridos com os fornecedores? Já considerou realizar compras conjuntas com empresas que atuam no mesmo segmento para redução de despesas de transporte?
Já cogitou usar uma estratégia inusitada de promoção e divulgação do seu serviço nas redes sociais? Já avaliou utilizar alguma tecnologia para ter melhor controle de custos ou dos processos internos de sua empresa?”, questina Eduardo Araujo.

10 Reforçar o foco no cliente
Esta não poderia faltar. É possível reforçar a qualidade e o foco no que o cliente precisa e espera, a fim de construir uma boa relação com o mercado. Eduardo Araujo observa que a qualidade do produto sempre deve ser medida pela percepção do consumidor, primando em manter ou elevar a qualidade do serviço prestado. José Eugênio concorda no foco no bom atendimento ao público. “Tal cuidado fideliza o cliente e atrai novos. Os vendedores precisam ser educados, ter empatia e identificação com o que estão vendendo”, comenta.

O tempo é de planejar e inovar, confiando na expectativa de dias melhores.
José Eugênio, superintendente do Sebrae-ES, menciona as alternativas para que os negócios no Espírito Santo sigam firmes: inovar constantemente, conhecer plenamente o que se vende, investir em propaganda, ter foco e determinação, reduzir custos, avaliar o mercado, aumentar a produtividade, buscar capacitação de forma contínua, evitar o endividamento e focar o ótimo atendimento ao cliente.
É bom lembrar que, via de regra, a maior parte dos negócios que não se perderam tem grande chance de salvação. É preciso ter otimismo, mas, para isso, é fundamental fazer o dever de casa.

A matéria acima é uma republicação da Revista ES Brasil. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.
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