Findes anuncia resultado da indústria capixaba e redução de demissões

Foto: Assessoria de Comunicação Findes

Os dados foram analisados pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies)

A Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) analisou o resultado oficial da produção física industrial capixaba em 2017, indicador divulgado pelo IBGE e analisado pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies). Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (08), no auditório da Findes, em Santa Lúcia, em Vitória.

Durante a apresentação, que foi realizada por meio de entrevista coletiva, foram apresentadas duas publicações do Instituto que detalharam os resultados da economia capixaba: Fato Econômico Capixaba e Indústria em Números.

Foto: Assessoria de Comunicação Findes

A produção física da indústria capixaba acumulou alta de 1,7% em 2017, interrompendo a queda de -18% registrada em 2016. Desta forma, conclui-se que houve o crescimento da indústria no estado. Além disso, quatro dos cinco setores pesquisados tiveram resultado positivo – com destaque para produtos alimentícios (13,2%).

Na comparação entre os meses de dezembro de 2017 e 2016, houve retratação de -5,1%, pressionada pelo recuo na produção de óleos brutos de petróleo, gás natural, celulose e cimentos “Portland” e granito.

O vice-presidente da Findes, José Carlos Zanotelli, ressaltou que vários setores da economia capixaba estão recebendo investimento. “Estamos investindo bastante na federação em inovação e na abertura de novos negócios pulverizados. A matriz industrial capixaba é muito concentrada e possui um número de empresas limitadas, por isso estamos criando um ambiente bem seguro para as empresa no Estado justamente para que não haja muitas perdas”, contou.

Mercado de trabalho

Outro ponto principal da apresentação foi a análise do mercado de trabalho capixaba, que registrou queda na perda de postos de trabalho. No período de 2017, houve 1.777 demissões, enquanto em 2016 a indústria foi responsável por 15.118 demissões.

O levantamento aponta que os profissionais com maior nível de escolaridade tiveram saldo positivo de emprego em 2017: o nível médio e o superior incompleto registraram menos vagas em comparação ao nível superior. Os demais níveis sofreram redução de 7,5 mil postos de trabalho.

O diretor do Ideies, Marcelo Saintive, afirma que a economia começa a crescer, porém o mercado de trabalho será o último a reagir. O Estado está em uma recuperação cíclica e a tendência é a melhora do mercado formal, mas o informal também começará a evoluir.

Foto: Assessoria de Comunicação Findes

“A expectativa é de que em 2018 o saldo das perdas de postos de trabalho seja menor ou positivo. Claro que isso vai depender da recuperação econômica, mas desejamos e esperamos que o saldo seja o mais positivo possível”, pontuou o diretor.

Já Zanotelli reforça que o estudo e a especialização são necessários. “É importante continuar estudando, fazer cursos, falar uma língua estrangeira, e não deixar de se especializar, pois o mercado existe isso. Temos o Senai, que está justamente engajado em auxiliar a empregabilidade. A expectativa é de que em 2018, possamos reduzir ainda mais as demissões”, finalizou.

Samarco

Mais uma vez, o retorno das atividades da mineradora Samarco foi assunto de pauta. O vice-presidente da Findes destacou que a empresa é importante para a economia do estado, representando 5% do PIB capixaba. Ele cogitou que a empresa poderá voltar às atividades ainda neste ano.

“A base de Ubu (em Anchieta) está pronta para funcionar, e em Mariana (Minas Gerais), está quase em funcionamento, o que representa 50% de capacidade da empresa. O licenciamento está em tramitação e a expectativa é de que a empresa volte a operar no segundo semestre”, ressaltou.

Entretanto, a mineradora Samarco desligou aproximadamente 600 empregados e manteve 1.135, divididos entre as unidades de Mariana, em Minas Gerais, e Anchieta, no Espírito Santo. Após oferecer, no final do ano passado, um segundo plano de demissão voluntária (PDV) a seus funcionários, a mineradora disse que as medidas foram necessárias devido às dificuldades econômicas, já que a mineradora está há mais de dois anos sem produzir.

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