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Visto americano fica mais caro e burocrático a partir desta semana

Descubra as regras de 2019 que tornaram a solicitação mais complexa

Solicitar um visto para os Estados Unidos ficou mais caro e burocrático. As mudanças fazem parte de um pacote aprovado pelo governo de Donald Trump e entram em vigor nesta terça, 2, impactando diretamente turistas, estudantes e profissionais que desejam entrar nos EUA – seja pela primeira vez ou quem para pretende apenas renovar o documento. Na prática, as mudanças exigem que tudo seja mais planejado, pois as medidas podem aumentar o tempo de espera de agendamento. Veja abaixo cada uma delas:

A grosso modo, são duas mudanças. A primeira, envolvendo a “taxa de integridade de visto”, faz com que o preço da solicitação aumente para mais de US$ 420. E a segunda é sobre a possibilidade de uma entrevista presencial durante o pedido do visto. Antes, para menores de 13 anos e maiores de 80 normalmente não era necessário o agendamento de entrevista.

Todos precisam fazer entrevistas presenciais?

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Todas as pessoas que vão solicitar vistos de não imigrante pela primeira vez precisarão agendar uma entrevista presencial com um oficial consular.

Quem está isento de fazer entrevista presencial?

Candidatos com os vistos A-1, A-2, C-3 (exceto empregados domésticos), do G-1 ao G-4, Nato-1 ao Nato-6 e Tecro E-1, além de solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais estão isentos de entrevistas. Já aqueles que forem renovar o visto B1 (normalmente utilizado para negócios), o B2 (normalmente usado no turismo) ou o B1/B2 (que une as duas esferas) podem ser elegíveis para a isenção de entrevista.

Para isso é preciso que:

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. O visto ainda esteja válido ou tenha expirado há menos de 12 meses

. O solicitante tenha 18 anos ou mais

. O solicitante aplique o visto no seu país de nacionalidade ou residência

. Nunca tenha tido um visto recusado (a menos que a recusa tenha sido anulada)

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. Não tenha inelegibilidade aparente ou potencial

O Departamento dos EUA deixa claro que podem exigir entrevistas presenciais por qualquer motivo, independentemente se você entra no caso de isenção ou não.

Qual o passo a passo?

Antes de mais nada, determine o tipo de visto que você precisa. O mais comum é o B-1/B-2, para turistas, mas existem outros que podem ser conferidos no próprio site da embaixada. A maioria dos vistos de não-imigrantes exigem o preenchimento do formulário DS-160, que tem perguntas e respostas em inglês. É importante responder cada detalhe com calma, pois qualquer erro (até mesmo de digitação) poderá resultar em reagendamento de entrevista.

Depois é preciso pagar a taxa e agendar tanto a coleta de digitais e fotos no Centro de Solicitação de Visto quanto a entrevista no consulado. As respostas dadas durante o agendamento determinarão se o solicitante é elegível para a isenção de entrevista ou não.

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Como é a entrevista?

A entrevista é feita em português e tem, normalmente, cinco minutos de duração. Nela, o cônsul irá fazer perguntas a fim de checar as informações contidas no formulário DS-160 e entender melhor as motivações e perfil do viajante. Nesse momento é bom fazer um alerta: se no documento oficial, você declarou que fala inglês fluentemente, pode ser que o cônsul queira conferir. Certifique-se de ser fiel com a verdade.

A maioria dos vídeos e textos que ajudam imigrantes a solicitar vistos aconselham que as respostas sejam objetivas e que o solicitante leve as páginas de confirmação de envio do formulário DS-160, do agendamento da entrevista, passaporte válido e outros documentos que podem ser requisitados, como comprovante de renda, certidão de casamento e comprovante de trabalho.

Quanto custa tirar o visto americano?

Além dos US$ 185 (o equivalente a cerca de R$ 1.006) de taxa para emissão de visto, agora, há uma taxa extra no valor de US$ 250 (cerca de R$ 1.360) chamada de Visa Integrity Fee. Ela será cobrada quando o visto for emitido, se somando às taxas já existentes.

O visto para não imigrante, citado na lei, engloba, por exemplo: turistas, estudantes, jornalistas, au pairs, diplomatas e seus familiares, e pessoas que fazem tratamento médico nos EUA e seus familiares.

A nova regra está entre as medidas aprovadas dentro do megaprojeto fiscal de Donald Trump apelidado de One Big Beautiful Bill (algo como “Um grande e belo projeto”).

Assim, o custo total de um visto padrão de não imigrante sai por US$ 435, cerca de R$ 2.367. Caso o visto seja negado, o solicitante não será cobrado pela taxa extra.

É verdade que eles conferem as redes sociais?

Sim, mas isso só diz respeito às solicitações de vistos para as categorias F (estudantes), M (técnico/vocacional) e J (intercâmbio, incluindo o de pesquisadores e professores). Para isso é preciso que antes mesmo de solicitar o visto a pessoa deixe seu perfil público para que seja possível a análise por parte do consulado.

De acordo com o comunicado do órgão, a medida permite que sejam feitas todas as verificações necessárias para avaliar se o solicitante atende aos requisitos para entrada no país. “Obter um visto para os EUA é um privilégio, não um direito”, afirmam eles.

Durante o preenchimento do formulário DS-160, há um espaço que questiona a presença online do estrangeiro. Nela, o solicitante deve listar os nomes de usuários ou perfis de todas as plataformas que utilizou nos últimos cinco anos.

Até o momento, não há indicação oficial de que o mesmo tipo de verificação será adotado para outras categorias, como turismo (B2). De qualquer modo, especialistas aconselham que aqueles que querem tirar o visto repensem suas publicações. (Com informações da Agência Estadão, Por Ana Lourenço).

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