Fabiano Contarato, que preside a CMA, apontou que capital paraense tem problemas de infraestrutura para receber maior evento de mudanças climáticas da ONU
Por Robson Maia
O presidente da CMA (Comissão de Meio Ambiente), senador capixaba Fabiano Contarato, do PT (ES), afirmou que os visitantes da COP 30 — maior evento de mudanças climáticas da ONU — precisarão conviver com os “desafios” de infraestrutura de Belém (PA). Após retornar de viagem à capital paraense, o petista compartilhou o relatório sobre o andamento das obras.
O parlamentar capixaba afirmou que a realidade encontrada em Belém se aproxima a de diversos centros urbanos brasileiros, representado por desafios logísticos e estruturais.
“Belém não esconde seus problemas – e nem poderia. Como qualquer capital brasileira, tem seus desafios urbanos, sociais e estruturais. E, sim, os participantes da COP vão conviver com esses desafios”, afirmou Contarato durante sessão da CMA.
De acordo com o senador, presenciar a complexidade do desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade é parte da justificativa da realização da COP 30 em Belém. Apesar de parte das obras de infraestrutura de Belém estarem fora do cronograma, o presidente da CMA considera que a cidade está pronta para receber o evento global.
“Belém está pronta. E o Brasil precisa estar à altura da responsabilidade de apoiar, reconhecer e aprender com o que Belém e a Amazônia têm a mostrar ao mundo”, comentou o senador durante sessão do colegiado. “O que vimos em Belém merece ser celebrado: as obras avançam com seriedade, e o compromisso dos Governos estadual, municipal e federal é visível.”
Infraestrutura de Belém para a COP 30 já foi criticada
Na semana passada, Contarato, ao lado do senador Beto Faro, do PT (PA), visitou a cidade para cumprir diligência aprovada na CMA. A visita teve o objetivo de acompanhar os preparativos para a COP 30 em Belém, verificando o avanço das obras, articulações políticas e impactos socioeconômicos.
Em novembro do ano passado, a infraestrutura de Belém foi tema de reportagens no Brasil e na imprensa internacional. Entre os tópicos de desconfiança, estavam a capacidade do aeroporto de Belém e os projetos de urbanização na cidade.

A principal preocupação era com a rede hoteleira da cidade, com número de leitos muito inferior à demanda do evento global. O governo precisou intervir no mercado imobiliário da cidade para impedir o aumento desproporcional no valor dos aluguéis em Belém.
Desde então, o Poder Público fez investimentos na cidade, inclusive com a disponibilização de embarcações para acomodar delegações durante a COP 30.

