À frente da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo desde 1992, regente destaca a importância da música de concerto na cultura dos capixabas
Por Jessica Coutinho
À frente da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) desde 1992, o maestro Helder Trefzger celebra, neste mês de maio, 33 anos de dedicação à música de concerto no estado. Em entrevista à ES Brasil, o regente destacou o papel fundamental da orquestra na vida cultural dos capixabas. “Uma orquestra é um organismo complexo, difícil de se manter de forma permanente. Mas ela existe para recriar obras de arte e levar o melhor da música para o público. O Espírito Santo está de parabéns por ter uma orquestra que cresce e está ao lado da população”, afirma.
Trefzger relembrou os desafios enfrentados ao longo das décadas, como o início modesto da orquestra e os impactos de crises econômicas. Mesmo diante das dificuldades, a motivação segue firme: “Cada concerto é como se fosse o melhor da história. A gente está sempre se reinventando e pesquisando novos projetos para trazer a população para perto da música de concerto”. Segundo ele, seu maior desejo é que a Oses seja reconhecida como parte da identidade dos capixabas. “Meu sonho é que as pessoas digam: ‘Essa orquestra é nossa, é minha também. Eu vou assistir quando quiser, ela está ali’”, destaca.
Para o maestro, a música tem o poder de transformar e emocionar. Ele relembrou o próprio encantamento com a música clássica na infância e defende que esse contato deve ser incentivado desde cedo. “Quanto mais você conhece, mais você gosta. A música clássica é como uma cachaça: quanto mais você ouve, mais você se apaixona”, brinca. Além disso, destacou projetos sociais como o Música na Rede e o Vale Música, que promovem o ensino gratuito de instrumentos. “Quem produz um belo som pode contribuir com muitas coisas boas para o mundo. A música desenvolve sensibilidade e nos torna mais humanos”, conclui.
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