Fred (PDT) foi reeleito na Serra e foi denunciado por fiscais do TRE para agentes de segurança da PM
Por Robson Maia
Um vereador do município Serra, na Região Metropolitana, foi detido pela Polícia Militar sob suspeita de realizar boca de urna na manhã do último domingo (27), durante a realização do segundo turno das eleições para prefeito no município. Marlon Fred Oliveira Matos, o Fred, do PDT, de 40 anos, foi abordado por agentes de segurança, mas liberado logo após ser detido.
Fred foi reeleito com 4.370 votos no primeiro turno das eleições. Ele é do mesmo partido que o candidato a prefeito da Serra, Weverson Meireles.
O boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), às 11h20, informou que o vereador foi flagrado fazendo boca de urna dentro de uma escola. Após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência, ele foi liberado.
O parlamentar negou que estivesse pedindo voto para algum candidato e avaliou a ocorrência como “covardia”.
“Na realidade, é até um caso para dar risada. Isso tudo aconteceu do lado de fora do colégio eleitoral, nem foi dentro. Eu só estava abraçando as pessoas porque sou muito querido no bairro, muito conhecido. É até engraçado, a pessoa que eu estava abraçando era a minha filha, que chegou na escola para votar com a mãe. Disseram que eu estava comprometendo a eleição”, argumentou Fred.
Ainda segundo o parlamentar, um fiscal das eleições no colégio eleitoral viu a cena e chamou a equipe do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que estava de plantão no local.
“O pior foi que esse fiscal nem ficou na ocorrência, foi embora. E a equipe do TRE acionou a Polícia Militar, que tem por função registrar. É uma covardia. Deus sabe que eu sou um cara justo, honesto. Eu não estava pedindo voto para ninguém, só que eu sou muito querido e as pessoas chegam perto para falar comigo. Eu estava sem panfleto, sem santinho, sem colinha”, disse Fred.
Nas redes sociais, Fred fez uma postagem sobre o caso: “O único crime que eu cometi é ser querido pela população. Fui votar no meu colégio de votação, as pessoas chegam, me abraçam, me cumprimentam. Infelizmente eu não posso nem ficar nas ruas mais. Até proibido de estar nas ruas eu estou porque se não vão falar que estou fazendo boca de urna. Só em ter a minha presença já estou fazendo boca de urna”, escreveu.

