- Continua após a publicidade -

Varejo sobe 0,8%, no melhor março em 5 anos

No primeiro trimestre de 2023, o volume do comércio varejista cresceu 2% ante o quarto trimestre de 2022

O comércio varejista encerrou o mês de março com expansão. O volume vendido cresceu 0,8% em relação a fevereiro, melhor desempenho para o mês desde 2018, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado superou as estimativas mais otimistas de analistas do mercado ouvidos pelo Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que esperavam desde uma queda de 1% a alta de 0,5%, com mediana negativa de 0,2%.

No primeiro trimestre de 2023, o volume do comércio varejista cresceu 2% ante o quarto trimestre de 2022, o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2021. O comércio varejista ampliado registrou elevação de 3,7% no primeiro trimestre de 2023 ante o quarto trimestre de 2022.

- Continua após a publicidade -

No varejo ampliado – que agora inclui atividades de veículos, material de construção e atacado alimentício – houve elevação de 3,6% nas vendas em março ante fevereiro.

“O índice ampliado teve outro forte aumento e foi uma surpresa positiva, na esteira de uma forte performance das vendas de veículos. À frente, esperamos que a atividade do varejo volte a uma tendência de performances mornas”, avaliou o economista Gabriel Couto, do Santander Brasil, em relatório. O banco informou que seu modelo de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) passou de uma alta de 1% para 1,1% no primeiro trimestre deste ano.

Apesar da melhora no curto prazo, Couto reitera a projeção de crescimento de 1% para o PIB de 2023, devido à previsão de desaceleração da demanda e dos setores cíclicos de atividade econômica, com a esperada recessão global e a política monetária contracionista no País.

Especialista alerta para desaceleração do comércio

Apesar do resultado positivo em março, a perspectiva permanece sendo de desaceleração do comércio varejista, principalmente pelas condições de crédito mais apertadas, apontou a economista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria. “O cenário se mantém negativo para o consumo, com desaceleração nas concessões de crédito e inadimplência alta.” A Tendências manteve a projeção de 1% para o PIB de 2023.

- Continua após a publicidade -

Segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio no IBGE, o resultado positivo está muito focado em algumas atividades, como equipamentos de informática e artigos farmacêuticos.

“A base de comparação também está mais baixa. Houve quedas em novembro e dezembro de 2022. Natal foi ruim, Black Friday ruim, teve promoções em janeiro”, completou.

Embora o crédito para pessoa física e a massa de renda do trabalho tenham recuado, a inflação deu uma trégua, e a desvalorização do dólar ante o real ajudou algumas atividades varejistas, como a de equipamentos de informática, afirmou Santos.

Com informações Agência Estado

- Continua após a publicidade -

Leia Mais

Semana S do Comércio homenageia lideranças do ES
Império no varejo: Supermercados BH amplia presença no...
Vendas do comércio varejista crescem 0,8% em março
Exportações recuam 1,7% no PIB; entenda
Desemprego de 7% no 1º tri é o...
Vendas do varejo caem 1,1% no 3º tri...
Varejo aposta em UX para fidelizar clientes
Comércio cresce 0,5% com queda do dólar
Veja os fatores que mais geram endividamento no...
12 marcas ampliam mix de operações no Shopping...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -