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Temer ataca Janot e chama denúncia de “ficção”

O Presidente Michel Temer, em discurso realizado nesta terça feira (27), afirmou que a trata-se de um “ataque injurioso a dignidade pessoal”.

Um dia após ser denunciado por corrupção passiva pela PGR, Temer negou ter recebido valores ou realizado atos ilícitos e tentou desqualificar a denúncia de Janot. Segundo o presidente,  o procurador-geral atua com motivações políticas e a peça acusatória é uma “ficção”.

O presidente, denunciado na última segunda (26) por corrupção passiva, falou por cerca de 15 minutos e fez uma série de insinuações contra a própria PGR.

Alegando ser vítima de “ataques injuriosos, indignos e infamantes”, Temer disse que a denúncia não possui provas ou base jurídica, além de ser fundada apenas em ilações. “Eu percebo que reinventaram o Código Penal e inventaram a acusação por ilação (…) abrindo um precedente perigosíssimo para o País.”

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O presidente fez paralelo lembrando caso do ex-procurador Marcelo Miller. Ele deixou o cargo para atuar em escritórios de advocacia responsáveis por articular acordos de delação premiada da JBS junto à PGR. “Esses acordos renderam milhões em poucos meses (…) se formos por ilação, poderíamos dizer que esses milhões não foram só para ele.”

Revanche

Temer acusou Janot de ter feito “trabalho trôpego”, com o objetivo de “parar o país”. “Essa denúncia busca a revanche, a destruição e a vingança. E ainda fatiam a denúncia para produzir fatos contra o governo, querendo fragilizá-lo.”

Com ação da PGR, Temer se tornou o primeiro presidente da história do Brasil a ser alvo de denúncia ainda no exercício do mandato. Na denúncia, Rodrigo Janot acusa o presidente de ser destinatário de uma mala de R$ 500 mil em propinas.

O dinheiro seria destinado a Temer como parte de propina paga pela JBS para favorecimento da empresa no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A interferência do governo teria ocorrido em um processo de redução no preço do gás fornecido pela Petrobras a uma termelétrica da empresa.

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Sucessor de Janot

Nos bastidores do Palácio do Planalto, as apostas sobre a sucessão de Janot na PGR praticamente eliminam Nicolao Dino. Pessoas próximas ao presidente dizem ter certeza de que Temer não nomeará o preferido de Janot para comandar a Procuradoria.

O argumento dos conselheiros do peemedebista é que com os outros dois nomes mais prováveis ao posto, Raquel Dodge e Mario Bonsaglia, seria possível manter diálogo

Foto: Reprodução/TVNBR

Lei mais: Áudio de Temer e Joesley não foi editado e PGR denuncia o presidente

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