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STF condena 3° réu do 8 de janeiro; Matheus Lázaro confessou

Ministro Alexandre de Moraes indicou pena de 17 anos para Matheus Lima de Carvalho Lázaro, que confessou participação no 8 de janeiro

Por Robson Maia

O Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela condenação do terceiro réu envolvido nos atos do dia 8 de janeiro, em que manifestantes invadiram e vandalizaram a Sede dos Três Poderes, em Brasília. Matheus Lima de Carvalho Lázaro, de 24 anos, foi julgado durante a tarde desta quinta-feira (14).

Matheus foi preso pela Polícia Militar perto do Palácio do Buritis, sede do governo do Distrito Federal. De acordo com os agentes, o homem que reside no Paraná confessou que invadiu o Congresso Nacional com uma faca.

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O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, votou para que Lázaro seja condenado a cumprir 17 anos de prisão, sendo 15 anos e seis meses em regime fechado e 1 ano e seis meses em regime aberto. Além disso, Lázaro também foi condenado a pagar uma multa junto aos demais réus no processo de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

O julgamento foi marcado por momentos de polêmica envolvendo os advogados de defesa e Moraes, além da troca de farpas entre ministros do STF. Em determinado momento, Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso discutiram sobre pontos do processo que apura os acontecimentos na capital federal.

Ao julgar o caso de Lázaro, Moraes frisou que o réu tinha mais provas de responsabilidade quando comparado aos outros dos processos do 8 de janeiro julgados na mesma data. Segundo o ministro, Lázaro teve a participação provada por confissão, vídeo e fotos, de acordo com o ministro.

Moraes destacou ainda a gravidade da conduta de Lázaro, ao apontar que ele era ex-militar do Exército.

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“Então o réu sabia o que estava fazendo ao pedir intervenção militar, então o caso é excessivamente comprovado”, afirma o ministro.

“Assim como no primeiro caso, ele próprio produziu provas contra si mesmo. Ele foi preso próximo ao Palácio dos Buritis, já tarde da noite. Por volta das 14h, há laudo da Polícia Federal com a extração de dados do aparelho do réu e é bastante esclarecedor para mostrar que toda a extração corrobora integralmente o seu interrogatório policial. Não há dúvida de que ele participou do movimento golpista”, afirmou Moraes.

Lázaro foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter praticado os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, Dano qualificado pela violência e grave ameaça, Deterioração de patrimônio tombado e Associação criminosa armada.

Com informações do Estadão;

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