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sábado, 28 março, 2020

Sindicato dos hospitais se manifesta sobre reúso de materiais cirúrgicos

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Um grupo reprocessava produtos que não podem ser reutilizados, e os destinavam a procedimentos realizados no Espírito Santo.

A Operação “Lama Cirúrgica” ganhou repercussão nacional com o caso da reutilização de materiais cirúrgicos que deveriam ser descartados em hospitais privados do Espírito Santo. No dia 16 de janeiro, três responsáveis foram presos por adulterarem produtos utilizados em cirurgias ortopédicas. A operação foi comandada pelo Núcleo de repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc).

Nesta segunda-feira (29), o Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde do Espírito Santo (Sindhes) se posicionou em relação aos acontecimentos. O presidente da entidade, Ivan Lima, afirmou que as instituições associadas receberam orientação para suspender o uso de materiais da empresa envolvida até que o processo corra na Justiça.

Segundo Lima, o Sindhes defende a compra dos produtos cirúrgicos pelos próprios hospitais, o que não acontece aqui no Estado. “No Espírito Santo, são as operadoras de planos de saúde que fazem a compra dos materiais. Não há intermediação entre os hospitais e as empresas fornecedoras”, explicou. “Talvez este seja o momento para modificar esse fluxo”.

Lama cirúrgicaEle destacou que a adulteração era bem feita e até considerada rebuscada pelas autoridades que investigam a situação. O secretário do Sindhes, o médico Francisco Centoducatte, reforçou que o problema não é de utilizar materiais com problemas de esterilização.

“O que aconteceu foi a reutilização de materiais que não devem ser esterilizados. O caso não envolve nada que fique implantado no paciente, mas sim produtos instrumentais, como chaves, pinças e lâminas de bisturis”, esclarece Centoducatte. Ele informou que o procedimento dos hospitais é o de quebrar qualquer produto após o uso. Mas, alguns deles são duros demais e acabam descartados inteiros no lixo.

Lama cirúrgica

Pela Operação “Lama Cirúrgica”, três envolvidos com a adulteração de materiais cirúrgicos destinados a, pelo menos, um hospital capixaba foram presos em 16 de janeiro. A polícia constatou que mais de 2,5 mil materiais descartáveis foram reutilizados, depois de passarem por reprocessamento, o que é ilegal. Os produtos eram destinados a cirurgias ortopédicas em hospitais privados. O caso tomou repercussão nacional, sendo pauta em veículos de todo o Brasil, inclusive em reportagens especiais para a televisão.

O Conselho Regional de Medicina (CRM-ES) orientou as unidades hospitalares do Espírito Santo pela suspensão imediata do uso de qualquer material fornecido pelas empresas Golden Hospitalar e Alfa Medical, investigadas pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc) na operação. Em nota, o CRM reafirma que é de fundamental importância que o fluxo de entrada e de descarte desses materiais seja revisto pelas unidades hospitalares, a fim de evitar riscos aos pacientes e transtornos de toda ordem.

Orientações para pacientes

Nesta segunda (29), a Sociedade de Infectologia do Espírito Santo (Sies) emitiu nota para esclarecer sobre a informação de haver risco da infecção até 10 anos após o procedimento com um material reutilizado. A instituição explicou que a definição de infecção adotada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se restringe a 90 dias, quando há colocação de implantes. Assim, a Sies tranquiliza os pacientes que fizeram alguma cirurgia em período superior a este.

Aos pacientes que realizaram o procedimento mais recentemente, deve-se prestar atenção nos sinais sugestivos de infecção, que são dor, aumento da sensibilidade, edema local, hiperemia ou calor.

 

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