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Sífilis: ES reduz casos e intensifica ações para diminuir ainda mais os números

Mães podem contaminar o bebê durante a gestação. Testagem e tratamento contra a doença são gratuitos e oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde)

Uma doença silenciosa e que pode levar a morte. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível provocada por uma bactéria que pode ficar no corpo de uma pessoa por décadas e apresentar vários estágios como a primária, secundária, latente e terciária.

Em 2023, o Estado fechou o ano com a incidência de 16 casos de Sífilis Congênita para cada mil nascidos vivos, ficando acima da média nacional, que é em torno de dez casos, e também do estabelecido mundialmente pela OMS, que é de até 0,5 casos para cada mil nascidos vivos.

Até final de julho deste ano, foram notificados 451 casos de Sífilis Congênita; 1.715 casos de Sífilis em gestantes; e 4.201 casos de Sífilis adquirida. Em 2023, foram notificados 808 casos de Sífilis Congênita; 2.618 casos de Sífilis em gestantes; e 8.129 casos de Sífilis adquirida. 

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Para coibir o avanço da enfermidade, o governo do estado realiza neste sábado (19) uma ação anualmente conhecida pelo Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, que visa a conscientizar sobre os riscos da doença e a enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento adequados. A data é lembrada em todo terceiro sábado de outubro.

No Espírito Santo, a sífilis congênita – transmitida pela mãe à criança durante a gestação –é considerada um problema de saúde pública. Diante desse cenário, a Secretaria da Saúde (Sesa) tem intensificado ações de saúde, por meio da retomada do “Plano Estadual de Enfrentamento da Sífilis Congênita no Espírito Santo”.

O Plano, atualizado em abril deste ano e publicado por meio da Portaria Nº 067-R, reorienta as intervenções sanitárias feitas no Estado e municípios em resposta ao aumento do número de casos de Sífilis Congênita nos últimos anos, a fim de reduzir a incidência de crianças que nascem com a doença e alcançar o índice estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

As ações

De acordo com a médica e referência da Coordenação Estadual de IST/Aids da Sesa, Bettina Moulin, ações realizadas pela secretaria são: reuniões junto aos serviços de Saúde, ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren-ES), e ao Conselho Regional de Farmácia (CRF-ES); o reforço da Nota Técnica Nº02/24 sobre a aplicação da penicilina benzatina associada com a lidocaína para melhora na adesão ao tratamento. Além disso, a disponibilização de testes rápidos de Sífilis a todos os 78 municípios; a realização de visitas técnicas para auxiliar nas ações; e a capacitação dos profissionais de saúde, como a realização de webinários. O primeiro aconteceu nesta quarta-feira (16), e o próximo será no dia 23 de outubro, no canal da Sesa no YouTube.

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“As ações já foram iniciadas e objetivamos a curto e alongo prazo qualificar ainda mais os nossos profissionais de saúde e também promover junto à sociedade a importância de sabermos que a Sífilis existe, que ela tem tratamento e tem cura. Com isso, podemos reduzir o número de crianças nascendo com esta doença, ou até mesmo, erradicá-la do nosso território”, enfatizou a referência técnica Bettina Moulin.

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Testagem e tratamento contra a Sífilis é gratuito

A testagem para a detecção da Sífilis e o tratamento contra a sífilis, assim como para HIV e as hepatites B e C, são ofertados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O teste para a Sífilis pode ser feito em unidade básica de saúde da rede pública ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Prático e rápido, ele é realizado por profissionais de saúde, que tiram apenas uma gota de sangue da ponta do dedo do paciente para análise do material. O resultado é disponibilizado em até 30 minutos.

O tratamento, também ofertado pela rede pública, é feito com o antibiótico penicilina benzatina, um medicamento seguro. Para que a infecção seja totalmente eliminada, o paciente não pode abandonar o tratamento antes do fim.

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Já as gestantes e suas parcerias sexuais devem realizar o teste de sífilis e da hepatite B durante o pré-natal. A Sífilis pode ser transmitida da gestante para o bebê e, por isso, é importante a realização dos testes para que possam ser feitos os procedimentos de prevenção da transmissão vertical, isto é, casos de sífilis congênita.

Em casos de Sífilis Congênita, o diagnóstico deve avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames radiológicos e laboratoriais. O tratamento é realizado com penicilina cristalina ou procaína, durante dez dias.

Sobre a Sífilis

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável, causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela geralmente não tem sintomas, mas quando apresenta, pode ser de variadas manifestações clínicas, de acordo com o estágio (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

A depender do estágio da doença, a pessoa infectada pode desenvolver formas mais graves da doença, como no caso da sífilis terciária, que, se não houver o tratamento adequado, pode causar complicações graves como lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.

 

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