Pasta confirma que falta apenas a assinatura do contrato para iniciar a implementação nos uniformes policiais ainda em 2024
Por Kebim Tamanini
Desde o final de 2023, o governo estadual vem anunciando que câmeras corporais seriam implementadas nos uniformes das polícias do Espírito Santo neste ano. Em entrevista a uma rádio local, o subsecretário de Estado de Comando e Inovação da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), coronel André Có, revelou que o uso começará pelo Batalhão de Trânsito (BPTran) e pela 12ª Companhia Independente da Polícia Militar.
De acordo com o subsecretário, falta apenas a assinatura do contrato para iniciar a implementação nos uniformes policiais. Outra novidade é que a gestão desses equipamentos ficará a cargo do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), que está completando 20 anos desde sua criação e tem passado por avanços tecnológicos nos últimos anos. A medida visa aprimorar a transparência e a eficiência das operações das corporações no estado.
Na época do anúncio, Casagrande defendeu o uso do equipamento e esclareceu que a implementação dessas câmeras permitirá o uso da inteligência artificial para agilizar a análise do material registrado. “Você pode utilizar a inteligência artificial para ter mais rapidez e não precisar ficar passando todos os vídeos e acessando, tem que ter mais rapidez”, pontuou.
A implementação das câmeras será realizada de forma gradual, começando pelos policiais que atuam nas ruas. A decisão é resultado de um processo de estudo e observação, com equipes da Polícia Militar capixaba visitando São Paulo para acompanhar de perto o projeto que está em vigor desde 2020 no estado paulista.
Um estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que mais de 100 mortes foram evitadas nos primeiros 14 meses (2020-2021) de implementação do dispositivo apenas na região metropolitana de São Paulo.
Com a decisão do governo estadual capixaba, a expectativa é que a presença das câmeras corporais contribua não apenas para a segurança dos agentes, mas também para o fortalecimento da confiança da população nas instituições de segurança pública.

