Em razão da greve dos servidores do BC, também não há data prevista para o retorno do Valores a Receber, que estava previsto para segunda-feira (02)
Por Amanda Amaral
Os servidores do Banco Central (BC) farão uma manifestação em frente à sede do órgão, em Brasília, nesta quarta-feira (04), durante a decisão do Selic, a taxa básica de juros, pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
A instituição financeira afirmou que a greve dos servidores não deve afetar o Copom, que já prometeu novo aumento da taxa em anuncio a ser feito, a partir das 18h30. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do BC (Sinal), Fábio Faiad, o protesto ocorrerá das 17 às 19 horas.
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Atualmente, a Selic está em 11,75% ao ano. Todas as 54 instituições financeiras consultadas pelo Projeções Broadcast esperam alta de 1 ponto porcentual na reunião desta semana, o que passaria a taxa para 12,75% ao ano.
Dinheiro Esquecido
Porém, a movimentação dos servidores vem atrapalhando outros serviços do BC, que havia divulgado uma nova fase de consultas de dinheiro esquecido, ou seja, valores a serem resgatados nos bancos pelos cidadãos.
Contudo, fontes afirmam que a nova etapa do Valores a Receber, que deveria ter iniciado segunda-feira (05), em razão da greve, ainda não tem data para começar. Apesar disso, o BC informou que vai avisar com antecedência o retorno do sistema.

“A greve dos servidores do BC prejudicou o cronograma de desenvolvimento das melhorias do Sistema de Valores a Receber (SVR). O prazo de retorno do SVR, inicialmente previsto para 2 de maio, será adiado. A nova data será comunicada com a devida antecedência”, disse a instituição em nota.
A Greve
Os servidores do BC retomaram a greve nesta terça-feira (03) e por tempo indeterminado. Eles pretendem um reajuste de 27% e outras pautas de reestruturação de carreira. A paralisação foi iniciada em 1º de abril e negociações foram feitas com a diretoria do BC e o governo.
Mas, segundo Faiad, não houve resposta à proposta da categoria nem contraproposta do governo durante o período de trégua. Para o sindicato, o reajuste linear de 5% para todo o funcionalismo é insuficiente.
Com informações da Agência Estado.

