Por Pedro Henrique Oliveira
Na semana em que a Insurreição de Queimado completa 177 anos, o Sítio Histórico de São José do Queimado, na Serra, receberá o título de Patrimônio Cultural Brasileiro. A solenidade que marca o momento acontece neste domingo (22), às 9h.
O tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi aprovado em 26 de novembro de 2025, reconhecendo as ruínas da Igreja de São José do Queimado como marco histórico, cultural e turístico do município.
A história do local remonta a 1849, quando o Espírito Santo registrou a maior revolta de pessoas escravizadas de sua história, considerada também uma das mais marcantes do país: a Insurreição de Queimado.
O reconhecimento se baseia na relevância histórica e arqueológica do sítio, na valorização do movimento como um dos principais episódios da resistência negra no Brasil e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.
À ES Brasil, o prefeito da Serra, Weverson Meireles, afirmou que a titulação reforça o compromisso do município com a valorização da memória e da cultura. “O Sítio Histórico de Queimado é um símbolo da força e da resistência do nosso povo. Esse reconhecimento amplia a visibilidade desse patrimônio tão significativo e reafirma a importância de investirmos na preservação da nossa história, como forma de promover educação, consciência e pertencimento para toda a população”, afirmou.
O reconhecimento garantirá que o sítio passe a contar com proteção federal, assegurando a preservação das ruínas, do antigo cemitério e da paisagem do entorno, que possui vegetação de médio e grande porte e é considerada de valor histórico, arqueológico e cultural.
Já a secretária de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra, Wanessa Bruno, explicou que o município vive um momento histórico e de profundo significado para sua identidade cultural e memória do Brasil.
“Este reconhecimento amplia as possibilidades de preservação, educação patrimonial e desenvolvimento cultural e turístico, fortalecendo a identidade da Serra e promovendo políticas públicas que valorizem a diversidade e a memória do nosso povo. Celebramos este momento com respeito ao passado e compromisso com o futuro, certos de que preservar o Sítio de Queimado é preservar a história do Brasil”, destaca.

