Visita de arcebispo excomungado ao set gera especulações sobre consultoria
O renomado ator e cineasta de Hollywood Mel Gibson não é estranho às controvérsias. Ao longo de sua carreira, ele enfrentou desde problemas com a justiça até acusações de homofobia, mas sempre manteve uma trajetória respeitável e reconhecida no cinema.
Um dos momentos mais marcantes da carreira de Gibson foi o lançamento do filme “A Paixão de Cristo”, estrelado por Jim Caviezel e lançado em 2004, que recebeu ampla aclamação. Agora, quase vinte anos depois, a produção da tão aguardada sequência está em andamento, embora Caviezel não retorne como Jesus nesta nova obra.
Visita de arcebispo excomungado gera especulações
As filmagens da sequência, intitulada “A Ressurreição de Cristo”, ocorrem ao sul de Roma, conforme informou a revista Variety. Durante esse período, Mel Gibson e a equipe receberam uma visita especial: o arcebispo Carlo Maria Viganò, excomungado em 2024, compartilhou fotos em sua conta no X (antigo Twitter), registrando sua passagem pelo set.
Segundo a Variety, que adota uma linha editorial mais liberal, Viganò foi excomungado por se recusar a reconhecer a autoridade do Papa Francisco e rejeitar as reformas do Concílio Vaticano II. Ele já declarou publicamente que o Papa é um “servo liberal de Satanás” e um “falso profeta”. Além disso, Viganò é conhecido por seu apoio ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, suas críticas aos direitos LGBTQ+ e posições contra vacinas.
As imagens divulgadas mostram Viganò ao lado de Gibson durante a direção das cenas, o que levou veículos locais a afirmarem que o arcebispo estaria atuando como consultor do filme — fato que provocou grande repercussão negativa nas redes sociais, considerando seu histórico controverso.
A Variety chegou a confirmar essa versão com fontes próprias, mas, na sexta-feira seguinte, o site TMZ desmentiu categoricamente essa informação. Fontes ligadas à produção afirmaram que Viganò não exerce nenhuma função oficial de consultoria no longa.
Na verdade, o arcebispo teria apenas desejado visitar o set e conversar com Gibson, que já havia defendido publicamente Viganò após sua excomunhão. Não há envolvimento formal do religioso no desenvolvimento do filme.
Prevista para ser lançada em março de 2027, “A Ressurreição de Cristo” promete dar continuidade à história iniciada por “A Paixão de Cristo”, mantendo a expectativa do público e da comunidade cristã pelo mundo.
Este artigo foi originalmente publicado no The Western Journal e republicado com permissão. (Com informações de James Lasher – Mycharisma)

