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sábado, 31 julho, 2021

Ricas promete combate intenso ao tráfico e à corrupção

O delegado Eugênio Ricas foi nomeado na semana passada para ocupar a superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo.

Por Josué de Oliveira 

O novo superintendente da Polícia Federal no Espírito Santo, Eugênio Ricas, deve assumir a função no início de agosto. E sabe que tem um grande desafio pela frente. Além de trabalhar com foco no combate à corrupção, que segundo ele é a vocação da PF, sua gestão vai atuar incansavelmente no combate ao tráfico de armas e de drogas no Estado.

Na bagagem, ele traz a experiência de quase três anos nos EUA no cargo de adido, um policial federal que atua em missões diplomáticas. Eugênio Ricas foi nomeado pelo Ministério da Justiça na última quinta-feira.  

Confira abaixo a entrevista

Como você recebeu essa indicação?

Fiquei muito feliz com essa nomeação. Apesar de eu não ter nascido no Espírito Santo, eu o adotei como meu estado. Meu pai nasceu aqui e ter a oportunidade de liderar uma equipe qualificada no Estado e poder contribuir para melhorar a segurança pública é uma honra gigante.

Quais serão os desafios à frente da PF no Estado?

Acredito que atualmente o mundo vive um drama terrível, que é superar essa crise sanitária que estamos vivendo da Covid. Superada essa crise, o maior desafio é a crise de segurança pública e melhorar os índices de violência. Esse é o grande desafio que vamos ter pela frente.

Qual será o foco do trabalho?

O foco principal da Polícia Federal é o combate à corrupção, essa é nossa vocação. Mas paralelo a isso precisamos focar também no tráfico de armas e drogas que tem trazido muitos transtornos para nossa população. Não podemos descuidar disso. Hoje a gente sabe que os morros de Vitória estão abastecidos com fuzis. A PF precisa fazer um trabalho intenso para reduzir esse número (de armas) e impedir que esse armamento chegue até aqui.

Como foi sua experiência nos EUA e o que de lá você traz para cá?

Eu tive a oportunidade de trabalhar com as maiores agências de segurança, as mais experientes do mundo. Isso tudo agrega na forma como vamos trabalhar. A cultura de trabalhar em força-tarefa precisa ser aplicada no Brasil para conseguir avanços na área de segurança. E o que aprendi vai me ajudar muito nesse sentido.

E na área de combate a corrupção, como será seu trabalho?

Na gestão é preciso estabelecer prioridades. É assim que funciona. E minhas prioridades são o combate à corrupção, o tráfico de armas e drogas, além dos crimes violentos. Chego ao Estado no dia 1 de agosto e devo começar a trabalhar no dia 2. Vou reunir a equipe, os delegados, para saber o que está acontecendo no Espírito Santo para traçar os rumos da gestão.

Acredita que vai ter independência para colocar seus projetos em prática, já que a PF em outros momentos já sofreu interferências por parte do Governo Federal?

Em três anos trabalhando aqui nos EUA eu nunca tive interferência no meu trabalho e acredito que vai continuar assim no Espírito Santo. Vou trabalhar com independência e contribuir com meu trabalho na Polícia Federal aqui no Estado.

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