Partido tucano entendeu que Datena agiu em legítima defesa; Mazinho dos Anjos alegou que pediria saída de apresentador de TV
Por Robson Maia
O PSDB comunicou a seus filiados que recusou, por unanimidade, o pedido de expulsão do apresentador de TV e candidato à Prefeitura de São Paulo, José Luiz Datena após o episódio da cadeirada em Pablo Marçal (PRTB) durante o debate da TV Cultura. O caso ocorreu no último dia 15 de setembro e resultou na solicitação por parte de 41 filiados a expulsão do jornalista.
Um dos que afirmaram que pediriam pela saída do apresentador da legenda é o deputado estadual do Espírito Santo Mazinho dos Anjos. O parlamentar capixaba, em comunicado à imprensa, afirmou que as ações de Datena não condizem com a história do PSDB e que solicitaria à Comissão de Ética a expulsão do comunicador.
“Este pedido é motivado pelo comportamento desequilibrado e violento do filiado durante o debate da TV Cultura no último domingo (15), com transmissão ao vivo para todo o país, submetendo o PSDB a passar vergonha em rede nacional, o que não condiz com a tradição dessa legenda, que teve em seus quadros líderes da envergadura de Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas” disse o deputado à época.

“É preciso que o PSDB apresente ao eleitor brasileiro líderes competentes, equilibrados, que saibam administrar suas emoções sob pressão, que é comum não apenas em campanha eleitorais, mas principalmente no exercício de cargos como o de chefe do Executivo da maior cidade da América Latina” , completou Mazinho na ocasião.
Na decisão dos tucanos, encabeçada pelo advogado do partido, Guilherme Ruiz Neto, no caso, “se firmou o entendimento de que Datena agiu em legítima defesa para repelir a injusta agressão perpetrada por Pablo Marçal”.
No documento divulgado pelo partido, é mencionado que durante o programa da TV Cultura, Marçal provocou Datena com insinuações de que o tucano cometeu abuso sexual. O processo em questão está extinto na Justiça, não havendo condenação pelo caso. Em entrevistas, Datena afirmou que não se arrepende de ter dado uma cadeirada no adversário, mas prometeu não repetir o ato de violência contra o ex-coach.

