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Porto recebe navios com tecnologias voltadas à descarbonização

Porto de Tubarão recebe navios equipados com velas rotativas e velas rígidas, que contribuem para a redução das emissões de CO₂ no transporte marítimo

Por Kikina Sessa

O Porto de Tubarão, em Vitória, já recebe navios equipados com tecnologias voltadas à descarbonização, como velas rotativas e velas rígidas, que contribuem para a redução das emissões de CO₂ no transporte marítimo. 

Administrado pela Vale, que usa o terminal para exportação de minério e pelotas de ferro, o porto tem recebido soluções inovadoras e ações que ajudam a melhorar processos logísticos e a promover o desenvolvimento local. 

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As velas rotativas instaladas nos navios Valemax e Guaibamax usam a força do vento para diminuir o consumo de combustível e reduzir as emissões

Outra inovação é o sistema de velas rígidas instalado no navio Berge Olympus, um graneleiro do porte Newcastlemax. As velas rígidas, produzidas pela fabricante BAR Tech WindWings, utilizam energia eólica para reduzir o consumo de combustível e as emissões de CO₂. Cada vela instalada tem uma envergadura de 37,5 metros de altura e 20 metros de largura. 

O Berge Olympus poupa cerca de 6 toneladas de combustível por dia em uma rota média mundial, equivalente à uma redução de emissões de CO₂ de aproximadamente 19,5 toneladas por dia. O projeto foi desenvolvido pela Berge Bulk, armador contratado pela Vale para o transporte de minério, que está investindo fortemente na incorporação de eficiência de ponta e inovação ambiental no transporte marítimo.

Entre as principais iniciativas, destaca-se o uso de carregadores de navio totalmente remotos com novos sistemas anticolisão com navios, que reduzem a exposição de pessoas a riscos operacionais e aumentam a segurança dos ativos, além de sistemas inteligentes para monitoramento e controle de indicadores críticos como umidade.

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“No Espírito Santo, a Vale tem avançado com soluções tecnológicas que tornam suas operações mais seguras, sustentáveis e eficientes. No Porto de Tubarão, a inovação é parte essencial da evolução dos processos e da melhoria contínua dos equipamentos”, diz o diretor do Porto de Tubarão, Rodrigo Vasconcelos.  

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O controle rigoroso da umidade do minério de ferro é essencial para garantir a segurança das cargas embarcadas. Índices elevados de umidade podem causar instabilidade e liquefação do produto durante o transporte. Por isso, o Porto de Tubarão adota sistemas digitais e inteligência artificial para garantir que a umidade esteja sempre abaixo do limite permitido, conforme metodologias e controles definidos pela Marinha do Brasil e órgãos internacionais.

Medição por drones

Outra tecnologia pode ser conferida na leitura de calado dos navios, etapa fundamental para garantir a segurança da navegação. Drones substituíram as lanchas nesse processo, permitindo medições mais rápidas e seguras, inclusive em condições adversas como chuva ou vento. A mudança reduziu em 60% o tempo de parada operacional durante os testes em 2024 e praticamente eliminou esse tempo em 2025, além de diminuir custos e emissões de CO₂.

Agora, essa medição é feita no convés da embarcação ou mesmo em terra, com aparelhos sincronizados.

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Também são utilizados drones subaquáticos no Porto de Tubarão. Os equipamentos são operados de forma totalmente remota, reduzindo o risco para atividade de mergulho, além de tornar o processo mais ágil e preciso.

Eles podem ser utilizados em qualquer atividade que envolva inspeção visual em ambientes aquáticos. Possuem alcance de 100 metros de profundidade e geram imagens de alta qualidade, que permitem análise de forma precisa. Inspeções em píeres, que levavam até quatro horas por meio de trabalhos de mergulho, passaram a ser realizadas em cerca de uma hora com a ajuda do drone subaquático, sem a necessidade de parar a operação e o carregamento do navio.

Também há investimento em inteligência artificial e ferramentas de vídeo analytics para inspeção digital de correias transportadoras, peneiras, vagões e pilhas de minério. Essas soluções permitem retirar os empregados de áreas de risco, otimizar a produtividade e reduzir custos operacionais.

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